Programa 20 - ALZIRO ZARUR - continuação (4)



      Por esse tempo os países abrangidos por esse poder político-religioso, canalizaram para o Estado Papal grande parte das riquezas nacionais, pela cobrança dos mais variados impostos, e a Alemanha fazia parte desse grupo, daí o motivo pelo qual Martinho Lutero se afastou do catolicismo, criando uma nova religião. Logo, muitos e muitos adeptos foram se reunindo a ele e, logo começa o desvirtuamento. Já em 1534, as primeiras violências, e o Parlamento de Paris perseguiu alguns elementos protestantes e arrasou a Igreja Reformada de Meaux. No ano de 1559 a situação agravou-se, os que fossem presos seriam mortos sem julgamento, mesmo assim houve uma grande corrida do povo aos cultos protestantes, eram pobres, ricos, burgueses, nobres, intelectuais e até elementos do Clero. E foi a adesão dos nobres e administradores das províncias que fez surgir nos protestantes a idéia da força política. Alguns nobres protestantes procuravam direitos políticos, mas até mesmo os plebeus não lutavam só por amor a Religião. Depois de 1555, o Luteranismo já começou a ser dividido, surgindo aí o Calvinismo, e agora sim, eles se organizaram formando um partido político. Henrique II morreu em 1559, e o reinado  passou a sua esposa Catarina de Medicis e seus três filhos - Francisco II, Carlos IX e Henrique III. A partir daí os protestantes tinham dois grandes inimigos dentro do palácio: Duque de Guise e Catarina de Medicis. Certa vez Duque de Guise vinha voltando de Lorena e deparou com um culto na praça de Vassi, matou 74 pessoas e feriu centenas delas. Mas a pior perseguição foi em 1572, na trágica noite de São Bartolomeu, à meia-noite, os sinos tocaram e os soldados saíram em perseguição e dentro de três dias morreram 70 mil pessoas. 
     A cor AMARELA simbolizava a morte, e de fato a morte estendeu sua mortalha, sobre a quarta parte da terra, ou seja, sobre o território que estava sob o domínio desse poder religioso e político, que usavam a espada, a fome, a peste e as feras, meios pelos quais mais de cinquenta milhões de cristãos fiéis perderam suas vidas.
Programa 20 - ALZIRO ZARUR - continuação (3)



    Até perto dos fins do período da Igreja de Éfeso,  era só os judeus que para defender as Leis de Moisés perseguia os cristãos, os seguidores do CRISTO. Mas agora com o progresso do Evangelho, também, os romanos começavam à mover perseguições cruéis e sangrentas contra os fiéis seguidores do CRISTO. A autoridade Imperial mandou crucificá-los, matá-los ao fio da espada, queimá-los vivos ou lançá-los às feras dos circos. Não se poupava esforços para destruir a seita dos cristãos, a doutrina do CRISTO. Como os servos de DEUS a séculos atrás, muitos, milhares foram torturados, outros experimentaram  o escárnio e açoites, como disse o Apóstolo Paulo (Hebreus cap. 11; 35-38): " Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada, andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados, viveram errantes pelos desertos e montes, escondidos nas covas e cavernas da terra. E quem eram? Eram malfeitores? Não, eram homens e mulheres dos quais  o mundo não era digno".  O período de Esmirna foi considerado o tempo do martírio. Eusébio fala desse tempo da seguinte maneira: "Vimos com os próprios olhos, como as criaturas eram jogadas às chamas, vimos em Tebas, inúmeros morrerem num só dia, alguns foram queimados, outros foram decapitados, de modo que a espada assassina ficou cega e mesmo se quebrou, e os próprios carrascos ficaram cansados e tiveram que revezar-se" (História Eclesiástica, vol. 8, cap. 2). E quando martirizados não se ouvia queixume algum de suas bocas, tudo suportavam com paciência, como está nos Atos dos Apóstolos, cap. 5; 41; regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de JESUS. A tribulação de 10 dias refere-se, evidentemente, aos 10 anos de intensa perseguição sob o governo de Diocleciano, mas agora estamos entrando no período de Pérgamo.


Programa 20 - ALZIRO ZARUR - continuação (2)

    Para atrair os pagãos, os chefes da igreja adotaram muitas cerimônias e crenças pagãs. Neste sentido a festa do Natal é um exemplo. No jornal "Estado de São Paulo",  de 28 de dezembro de 1952, na página 30, apareceu um artigo sobre essa festa sob o título "Natal e paganismo": "Os pagãos festejavam todo o último domingo do mês em homenagem ao Sol, e sempre o último domingo de dezembro, faziam grandes festas com muitas comidas e bebidas, por isso, não foi difícil adaptar o nascimento de JESUS a esta festa pagã". Os pagãos não se converteram realmente ao Cristianismo mas os cristãos sim, estes se converteram ao paganismo. Cumpriu-se o que o Apóstolo Paulo havia previsto (II Tessalonicenses, 2:3-4): "Ninguém de maneira alguma vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS, ou se adora, de sorte que se sentará como DEUS, no Templo de DEUS,  querendo parecer DEUS". E aqui estão algumas das inovações que foram introduzidas na Igreja, isto é, no Cristianismo do CRISTO. Muitas delas começaram ainda no período de Pérgamo. 
    O batismo: "À 15 de maio de 252; Cipriano reuniu em Cartago um segundo Concilio, em que se achava, entre outras coisas, uma prova autêntica da fé da Igreja concernente ao pecado original. Decidiu-se ali que se devia administrar o batismo às crianças, logo após o nascimento. O culto de imagens, por volta do ano 300 da Era Cristã, começou a ser colocado em algumas Igrejas Cristãs, a princípio com o pretexto de adornar e instituir muitas imagens. Essa introdução era destinada a facilitar a aproximação dos pagãos. A fim de proporcionar aos conversos do paganismo uma substituição a adoração de ídolos, e promover assim a sua aceitação nominal no Cristianismo, e gradualmente foi sendo introduzido no culto cristão a adoração das imagens e relíquias". (Wite: O Grande Conflito - pág. 48). Mas no ano 780, a Imperatriz Irene introduziu essa adoração no Oriente, e em 787, tornou-se Lei no Concilio de Nicéia (John Davis, Dicionário da Bíblia, pág. 444). 
    Mudança do Sábado para o domingo. Já no segundo século o domingo era guardado em lugar do sábado pelos Cristãos de Alexandria. Essa apostasía local fora evidentemente derivado do gnosticismo, um sistema teológico e filosófico que ali se estabelecera, mas não tardou muito e esse sistema como a se estender suas raízes a outras partes, de maneira que já no terceiro século, em diversos lugares já se guardavam os dois dias. Mas aos poucos o domingo foi tomando o lugar do sábado. Os pagãos do Império Romano guardavam o domingo, ou seja, o primeiro dia da semana em homenagem ao Sol. Essa prática foi aceita entre eles, imposta por uma seita.  
Programa 20 - ALZIRO ZARUR


    Meus amigos e meus irmãos, 
    DEUS ESTÁ PRESENTE!
    VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!
    Hoje vamos reencetar a interpretação dos selos:
    E HAVENDO ABERTO O QUARTO SELO, OUVI A VOZ DO QUARTO SER VIVENTE QUE DIZIA: VEM E VÊ; E OLHEI, E EIS UM CAVALO AMARELO; O QUE ESTAVA MONTADO SOBRE ELE TINHA POR NOME MORTE, E O INFERNO O SEGUIA, E LHE FOI DADO PODER PARA MATAR A QUARTA PARTE DA TERRA COM A ESPADA, COM A FOME E COM A PESTE E PELAS FERAS DA TERRA.
     Realmente é notável a cor deste cavalo. As cores dos cavalos, branco, vermelho e preto,m mencionadas nos versículos anteriores são naturais: é branco; é vermelho; é preto. Mas aqui a cor amarela não é natural. A palavra no original grego não significa o amarelo comum, mas sim cor pálida ou amarelada, a que se vê em plantas crestadas ou doentes. Portanto, este símbolo apresenta um estranho estado de coisas dentro da igreja. O que está sentado neste cavalo tem um nome: "MORTE", e o inferno (aliás, no grego original a palavra significa SEPULTURA), o segue. A mortalidade é tão grande durante este período que se diria terem vindo sobre a terra as pálidas nações dos mortos, e seguindo na esteira deste poder desolador; porque realmente, dificilmente nos poderemos enganar quanto a este período, o período a que se aplica este selo. Refere-se ao tempo em que o Cesarismo Romano exerceu a sua vontade sem peias, seu domínio prepotente, perseguidor desde 538 até ao tempo em que os Reformadores começaram a expor as corrupções do sistema religioso. Todas as ignomínias praticadas em nome de DEUS, DEUS não tinha nada com isso. Mas diz a nota marginal, a igreja via agora à sua frente, amplas possibilidades de atrair para suas fileiras os pagãos do Império Romano, mas isso não seria fácil, enquanto fosse mantido de pé os princípios da Palavra de DEUS e o rigor da conduta cristã e, enquanto fossem combatidos os costumes e práticas do paganismo. Então toda aquela sinceridade dos cristãos que já tinha começado a se afrouxar no período anterior, foi agora arriada mais ainda, e não se demorou muito, a bandeira do paganismo foi hasteada dentro da igreja. Claro que tudo não foi feito de um só golpe, foi aos poucos e o padrão da disciplina ia sendo rebaixado, à medida que ia entrando mais e mais pessoas. Então os povos vinham crus do paganismo, eram batizados e admitidos na igreja como cristãos, só que continuava irregenerados, e com seus velhos costumes, nada de um novo nascimento, uma regeneração, uma transformação, nenhuma mudança havia em suas vidas. Perdera-se de vista a essência do Cristianismo, nada de fazer da pessoa decaída uma nova criatura (como disse Paulo aos Gálatas, capítulo 6:15).
Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (7)


    Não sei se vocês estão entendendo bem. Realmente é difícil explicar todos estes símbolos numa linguagem que o povo possa dizer: "Entendi logo". Por isso mesmo, estamos como aqueles do cântico: SANTO, SANTO, SANTO... E não cessam de cantar! Também eu não cessarei de pregar até que todos entendam perfeitamente.
    A BALANÇA
    Significava que a religião e o poder civil se haviam de unir na pessoa que administraria o poder executivo do governo e que pretenderia exercer autoridade judicial, tanto sobre a Igreja como sobre o Estado. Com efeito, assim aconteceu com os Imperadores Romanos desde Constantino até Justiniano que deu o mesmo poder judicial ao Bispo de Roma.
    O TRIGO E A CEVADA
    As medidas de trigo e cevada por um dinheiro significam que os membros da igreja procurariam avidamente os bens do mundo, que o amor ao dinheiro seria o espírito predominante desses tempos, a ponto de fazerem de qualquer coisa por dinheiro.
    E O AZEITE E O VINHO
    Isto representa as graças do Espírito, a Fé e o Amor. E havia grande perigo de os danificar sob a influência de tão grande espírito mundano. E é bem comprovado por todos os historiadores que a prosperidade da igreja nesse tempo produzia corrupções, que finalmente terminariam na apostasia e com o estabelecimento do Anti-Cristo. Ainda é Mosherrain quem escreve: "Deve-se observar que a voz que atribui a medida de trigo e preço em dinheiro diz: "NÃO DANIFIQUES O AZEITE E O VINHO". Não é proferida por alguém no mundo, na terra, mas vem do meio dos quatro seres viventes, significando que apesar de os sub-pastores, os professos ministros do Cristo, seus representantes,  não cuidarem do rebanho, o Senhor não se esquece dele neste período de trevas" .
    Então vem uma voz do céu: "Tome cuidado de que o espírito do mundanismo, da corrupção não prevaleça de tal modo que o Cristianismo se perca inteiramente. Que o óleo e o vinho, as graças de genuína piedade, inteiramente não desapareçam da face da terra". E ainda vem este apelo!
    É a infinita misericórdia de DEUS.
    E aqui, amigos, ficamos no terceiro selo. Amanhã, nos versículos 7 e 8, veremos o quarto selo e o CAVALO AMARELO. Procurarei ser o mais simples possível, mas é difícil.
    QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA COM TODOS PARA TODO O SEMPRE E VIVA JESUS! 
    

Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (6)


    E HAVENDO ABERTO O TERCEIRO SELO OUVI DIZER O TERCEIRO SER VIVENTE: VEM E VÊ. E OLHEI E EIS QUE UM CAVALO PRETO E O QUE SOBRE ELE ESTAVA SENTADO TINHA UMA BALANÇA NA MÃO. E OUVI UMA VOZ NO MEIO DOS QUATRO ANIMAIS QUE DIZIA: UMA MEDIDA DE TRIGO POR UM DINHEIRO,  TRÊS MEDIDAS DE CEVADA POR UM DINHEIRO E NÃO DANIFIQUES O AZEITE E O VINHO.
    Eis aí com que rapidez progride a obra da corrupção. Que contraste entre a cor deste símbolo e do primeiro. Um "UM CAVALO PRETO..." A oposição total do branco. Deve ser representado por este símbolo um período de grande treva e corrupção moral da igreja. O tempo que ocorreu entre o reinado de Constantino e o estabelecimento do papado em 538, pode ser, com razão, considerado o tempo em que se levantaram os mais obscuros erros e as mais grosseiras superstições. Do período que imediatamente se seguiu aos dias de Constantino, Mosherrain escreve: "As vãs ficções que antes de Constantino a maior parte dos doutores cristãos apegados à filosofia Platônica e às crendices populares que tinham abraçado, eram, agora confirmadas; ampliadas e embelezadas de várias formas". Daí se originou a extravagante veneração pelos santos mortos, as absurdas noções que, agora prevaleciam e, que se veriam representadas por toda parte de um certo fogo destinado a purificar as almas desencarnadas. Daqui também o celibato dos padres, a adoração de imagens, relíquias, e com o andar do tempo, destruiu quase por completo a Religião ou pelo menos eclipsou o seu brilho, corrompeu da maneira mais deplorável a sua própria essência. Um enorme cortejo de superstições foi substituindo gradualmente a verdadeira Religião, a genuína piedade. Esta odiosa revolução procedeu de uma variedade de causas. Uma precipitação ridícula em receber novas opiniões, um absurdo de imitar os ritos pagãos, de os misturar com o Culto Cristão genuíno e a frívola propensão que a humanidade em geral tem para com a religião de pompa e ostentações. Tudo isto, amigos, contribui para estabelecer o reino da superstição sobre as ruínas do Cristianismo primitivo. Ainda bem que não houve Cristianismo até hoje, esta é que é a verdade, infelizmente. Só agora com o Novo Mandamento Revelado começará a haver Cristianismo. 
Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (5)


    HAVENDO ABERTO O SEGUNDO SELO OUVI O SEGUNDO SER VIVENTE DIZENDO: VEM E VÊ. E SAIU OUTRO CAVALO  VERMELHO. E AO QUE ESTAVA SENTADO SOBRE ELE FOI DADO QUE TIRASSE A PAZ DO MUNDO E QUE SE MATASSEM UNS AOS OUTROS. FOI-LHE DADA UMA GRANDE ESPADA.
    O primeiro aspecto notável neste símbolo talvez seja o contraste na cor dos cavalos. Esta foi distribuída, sem dúvida, com um objetivo. Se a alvura do primeiro cavalo representava a pureza do Evangelho, o rubor do segundo deve representar que neste período começava a se corromper aquela pureza original. O mistério da iniquidade, como dizia São Paulo, operava já nos dias de São Paulo Apóstolo e São Pedro. Parecia que a própria Igreja estava agora tão corrompida que requeria esta mudança na cor do símbolo. Começavam a se levantar erros. Introduziu-se no mundo com o mundanismo. O poder eclesiástico procurou aliança com o secular. Daí resultarem perturbações e comoções. O espírito deste período atinge o seu auge quando chegamos ao tempo de Constantino, o primeiro Imperador chamado cristão e cuja conversão ao cristianismo é dada por Mosherrain em 323 da Era Cristã, basta ver seus comentários eclesiásticos. Acerca deste período, observa Raid: Ele apresenta um período secular, a união da igreja com o Estado. Constantino auxiliou o clero que lhe ficou devendo muitos favores, legislou para a igreja, convocou o Concílio de Nicéia, foi quem mais se salientou nesse Concílio. Constantino, não o Evangelho, teve a glória de derrubar os templos pagãos.  Teve essa glória o Estado em vez da Igreja. Constantino foi louvado por ter feito decretos contra alguns erros, mas foi mais além, e introduziu muitos outros erros e se opôs a algumas importantes verdades. E se levantaram controvérsias e quando subiu ao trono um novo Imperador houve uma corrida do Clero para arrastar para o lado de suas opiniões particulares. Então, Mosherrain diz deste período: "Havia guerra contínua, havia contínua perturbação". Semelhante estado de coisas corresponde bem às palavras do Profeta quando declara: AO QUE ESTAVA SENTADO SOBRE O CAVALO FOI DADO QUE TIRASSE A PAZ DA TERRA E QUE SE MATASSEM UNS AOS OUTROS E LHE FOI DADO UMA GRANDE ESPADA. O "Cristianismo" desse tempo tinha subido ao trono e empunhado o emblema do poder civil. E, evidentemente, este símbolo também se repete através da História, está se repetindo até hoje, porque a Igreja deve estar separada do Estado. Mas quando foi que esteve, por exemplo, no Brasil? NUNCA! O governo é governado pela igreja Católica Apostólica Romana. Quem puder provar o contrário que se apresente. Não, ninguém se apresentará, porque esta é a verdade. E isso está condenado na Lei Divina, daí este símbolo vermelho, e ainda voltaremos a ele.
 
Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (4)


    Na interpretação do Apocalipse,  já dissemos que o processo adotado é o histórico-profético. Dizer que o Apocalipse já está superado, se limitou, praticamente, aos tempos dos romanos, não! Isso é uma tolice muito grande. O Livro vai até o fim do ciclo, vai até o Terceiro Milênio. Porque aí não é mais necessário Apocalipse nenhum. Aí já terá havido a separação dos bons e dos maus, daqueles que seguem o CRISTO e daqueles que adoram o Anti-Cristo.
    Pois bem, os historiadores afirmam sempre que a História se repete. É uma verdade. Por isso é que através das gerações também se repetem os símbolos dos sete selos. E se repetem com outros acontecimentos ligados ao Evangelho e sempre de grande importância para toda a Humanidade. Assim, dentro do método Histórico-profético, o que estava montado no CAVALO BRANCO E QUE SAIU PARA VENCER, já se repetiu na pessoa de Martinho Lutero, o autor da Reforma Protestante; repetiu-se depois na figura de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo. Por quê? Porque tudo isso é a vitória por etapas evolutivas do Evangelho de JESUS, agora à Luz do Novo Mandamento.
    Porque não há mais Evangelho senão à luz do Novo Mandamento. E não há Evangelho sem Apocalipse. E quem não sabe Apocalipse já não sabe Evangelho.

Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (3)


    E agora vemos aqui o primeiro símbolo: UM CAVALO BRANCO E O CAVALEIRO QUE TINHA UM ARCO E A QUEM FOI DADO UMA COROA E QUE SAIU VITORIOSO E PARA VENCER. É um símbolo bem adequado das vitórias do Evangelho no primeiro século desta chamada Era Cristã. Por quê? Porque a alvura do cavalo representa a pureza da fé naquele tempo. A coroa dada ao cavaleiro e o fato dele avançar vitorioso,  prestes a alcançar novas vitórias, o zelo, sucesso com que a Verdade foi promulgada pelos seus primeiros apóstolos, eis aí, tudo simbolizado no cavalo branco e no cavaleiro que tinha um arco e a quem foi dado uma coroa, e saiu vitorioso para vencer. Portanto, é o próprio JESUS. Alguns objetam que os Sacerdotes do CRISTO, os Apóstolos, os Emissários, os Missionários e o progresso do Evangelho, não podiam ser bem representados por esses símbolos guerreiros. Mas vamos logicar: Por meio de que símbolos poderia ser melhor representada a obra do Cristianismo, quando o Cristianismo saiu como um agressivo príncipe contra os vastos sistemas de erro com que desde o início teve de se debater? E até hoje, na verdade, ainda não houve Cristianismo. É o prefácio do Cristianismo. Cristianismo mesmo só começa com o Novo Mandamento de JESUS. Cristianismo até aqui tem sido um belo fator de brigas, de xingamentos, de excomunhões, de fanatismos,  de histerismos, de loucuras que não acabam mais.  Cristianismo,  meus amigos e irmãos Legionários, só mesmo com o Novo Mandamento revelado. De modo que temos que dizer: CRISTIANISMO - para não dizer catolicismo, espiritismo ou protestantismo. Mas Cristianismo mesmo, ainda não houve, vai começar a haver daqui a pouco. Pois bem, o "cavaleiro que estava sobre o cavalo" saiu para onde? Sua missão era sem fim, iimitada, por quê? Porque o Evangelho é para todo mundo.  Ora, só JESUS tinha e tem esse poder.  Só mesmo JESUS tem esse poder. SÓ JESUS É PODER! Mas como declarei no XI Congresso do Homens e Mulheres da Boa Vontade de Deus, e sempre declarei nos 18 anos de pregação do Evangelho na LBV (se bem que prego Evangelho desde os 12 anos): - A HUMANIDADE EVOLUI EM PEQUENOS CICLOS DENTRO DE GRANDES CICLOS. 
Programa 19 - ALZIRO ZARUR - continuação (2)


    Os selos representam acontecimentos de caráter religioso.  Eles contêm a história da Igreja Universal, isto é, de toda a Cristandade, desde o início da Era chamada Cristã, até a volta do CRISTO DE DEUS. Também quando dizemos: IGREJA - não é católica, nem protestante, nem espírita. Absolutamente, não! É UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR, é a IGREJA CRISTÃ. E pela Revelação do Novo Mandamento todas as criaturas são evidentemente cristãs, portanto, consequentemente, cristãs são todas as religiões, saibam ou não saibam, queiram ou não queiram.
    Alguns comentadores levantaram uma questão acerca do modo como estas cenas foram representadas perante João na Ilha de Patmos. 
    Tratava-se apenas de uma descrição escritas dos acontecimentos que era lida para ele à medida que era aberto cada selo,  sucessivamente?
     Ou se tratava antes de uma ilustração pictórica dos acontecimentos que o Livro continha e que lhe era apresentada à medida que os selos eram desatados?
     Ou era uma representação cênica, que passava diante dele, em que os diferentes atores avançavam e desempenhavam os seus papéis?
     O expositor Burnes se decide em favor de lhe chamar uma ilustração pictórica. Uma descrição apenas narrada,  não corresponderia à linguagem do Apóstolo ao descrever o que viu. Mera representação cênica não podia se relacionar com a abertura dos selos. Entretanto, duas objeções se levantam imediatamente à opinião de Burnes: 
    Primeira: Diz-se apenas que o Livro estava escrito por dentro, não que continha ilustração pictórica.
    Segunda: São João viu os personagens que compunha as diversas cenas, não fixas, e imóveis sobre a tela, mas vivas, móveis, empenhadas ativamente nos papéis que lhes tinham sido confiados. A opinião mais segura é a de que o Livro continha um relato dos acontecimentos que haviam de ocorrer. E quando os selos foram abertos e o relato foi trazido à luz, São João viu as cenas, não que as lê-se escritas, mas representadas em caracteres vivos, perante a sua mente,  no próprio local onde a realidade havia de ocorrer, ou seja, neste planeta chamado Terra.
Programa 19 - ALZIRO ZARUR  


    Meus amigos e meus irmãos,
    DEUS ESTÁ PRESENTE!
    VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!
    Abrimos hoje o capítulo 6, do Livro das Profecias Finais, o Apocalipse de JESUS, segundo São João, versículos 1 e 2:
    E HAVENDO O CORDEIRO DE DEUS ABERTO UM DOS SELOS, OLHEI E OUVI UM DOS QUATRO SERES VIVENTES QUE DIZIA COMO EM VOZ DE TROVÃO: VEM E VÊ. E OLHEI; E EIS QUE UM CAVALO BRANCO E O QUE ESTAVA SENTADO SOBRE ELE TINHA UM ARCO, E LHE FOI DADO UMA COROA E SAIU VITORIOSO, PARA VENCER.
    Bastam esses dois versículos porque há aqui muita substância. O Apocalipse deve ser dado assim em pequenas doses. Vemos então aqui, meus irmãos Legionários, depois de tomar o Livro, o CORDEIRO, isto é, o CRISTO, procede imediatamente à abertura dos selos. A atenção do Apóstolo é chamada para as cenas que ocorrem debaixo de cada selo. Já dissemos aqui que o número sete na Bíblia Sagrada ou nas Sagradas Escrituras, significa plenitude, perfeição. Só os espíritos levianos podem dizer que sete é conta de mentiroso. Naturalmente, quiseram satirizar os que fingiam saber a Bíblia, ou o Evangelho, ou o Apocalipse, e realmente,  nada sabiam. Mas o sete aparece com uma incidência notável em todas as páginas deste Livro extraordinário que é o Apocalipse de JESUS, segundo São João. Sete significa plenitude, perfeição. Não é à toa que a sua vida muda de sete em sete anos, você já notou? Irmão Legionário, repare bem: de sete em sete anos sua vida muda. Não muda? Pois bem, os sete selos abrangem toda uma certa classe de acontecimentos até o fim do tempo da prova. Por isso mesmo, não se pode dizer, como pretendem alguns, que os selos se referem  a uma série de acontecimentos que chegam, talvez, apenas até ao tempo de Constantino, e que as trombetas se refiram a outra série desde aquele tempo em diante. As trombetas referem-se a uma série de acontecimentos que ocorrem ao mesmo tempo que os acontecimentos dos selos, mas com um caráter inteiramente diverso.
    Uma trombeta é um símbolo de guerra. Por isso, as trombetas significam grandes comoções políticas que haviam de se dar entre as nações durante a dispensação cristã.
 
Programa 18 - ALZIRO ZARUR - continuação (5)


    Ficaram como se nunca tivessem existido. E este está no Profeta Obadias ou Abdias como queiram, versículo 16: AO CORDEIRO, ASSIM COMO AO PAI QUE ESTÁ SENTADO SOBRE O TRONO É RENDIDO LOUVOR NESTE CÂNTICO DE ADORAÇÃO. Grande número de comentadores viu aqui uma prova da eternidade do CRISTO com o PAI, aliás, dizem eles: "Não se atribuiria aqui as criaturas, adoração que pertence exclusivamente ao CRIADOR?" Mas eis aqui a conclusão necessária: conquanto JESUS, como Filho gerado não possua com o PAI uma co-eternidade de existência pretérita ou passada, o começo da sua existência é anterior a toda obra da Criação em relação à qual Ele foi Criador juntamente com DEUS,  (João, capítulo 1, versículo 3, no seu Evangelho; São Paulo aos Hebreus, capítulo 1, versículo 3). Não podia o PAI ordenar que se prestasse ao tal Ser adoração igual à SUA por se tratar de idolatria da parte dos adoradores. Ele  O elevou à posição em que é próprio ser adorado. E, além disso, ordenou que se lhe prestasse adoração, e não teria sido necessário se Ele fosse igual ao PAI, na eternidade de existência. O próprio CRISTO declara: COMO O PAI TEM A VIDA EM SI MESMO ASSIM ELE DEU AO FILHO TER A VIDA EM SI MESMO (Evangelho segundo São João, capítulo 5, versículo 26). "O PAI O EXALTOU SOBERANAMENTE E LHE DEU O NOME QUE É SOBRE TODO O NOME" (São Paulo aos Filipenses, capítulo 2, versículo 9). "E O PRÓPRIO PAI QUE É O DEUS ETERNO DECLARA QUE TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM" (Aos Hebreus, capítulo 1º, versículo 6). 
    Ora, meus amigos e meus irmãos, estes testemunhos mostram que JESUS é agora objeto de adoração igualmente com o PAI ETERNO. Mas não provam que tenha Ele uma Eternidade de existência passada.
    Voltando da gloriosa cena antecipada no versículo 13, aos acontecimentos que ocorrem perante Ele no Santuário Celestial, o Profeta ouve as quatro criaturas vivas exclamando: AMÉM!
    O que é que nós devemos dizer?
    AMÉM! Porque o CRISTO é a nossa esperança.
    Até quando suportaríamos o espetáculo dantesco da vida aqui embaixo?
    Quem que está satisfeito com os governos do mundo? 
    Em que lugar deste mundo alguém pode dizer: "Aqui existe felicidade". 
    Em que povo? Em que nação? Em que nação algum povo pode dizer: "Eu estou feliz?"
    Pois bem, FELICIDADE SÓ EM CRISTO JESUS.
    E esta é a hora de dar o Apocalipse a todas as criaturas sedentas de CRISTO JESUS, sedentas da Luz Divina.
    FORA DO CRISTO NÃO SALVAÇÃO.
    E AGORA JESUS ESTÁ VOLTANDO E DESTA VEZ NÃO É PARA SER CRUCIFICADO NÃO!
   QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA COM TODOS AGORA E SEMPRE E VIVA JESUS!
   
Programa 18 - ALZIRO ZARUR - continuação (4)


    A essa luz tudo é harmônico e muito claro. Aquele reinado na terra começa depois da segunda ressurreição. Então temos de comparar o Livro do Profeta Daniel no Velho Testamento da Bíblia Sagrada, capítulo 7, versículo 27; II Epístola de São Pedro, capítulo 3, versículo 13, e, neste próprio Apocalipse quase no fim, capítulo 21, versículo 1º. Por altura desta ressurreição, ocorre mil anos depois depois da primeira ressurreição, como está no Apocalipse, capítulo 20, versículos 4 e 5, dá-se a perdição dos ímpios predita por São Pedro na II Epístola, capítulo 3, versículo 7. Então desce fogo do céu, fogo enviado por DEUS para os devorar, Apocalipse, capítulo 20, versículo 9.  E este fogo que causa a perdição dos homens ímpios,  é o fogo que funde e purifica a terra, como vemos na II Epístola de São Pedro, capítulo 3, versículos 7 a 13. Então são destruídos pecados e pecadores, então a terra é purificada; a maldição com todos os seus males é, para sempre removida; os justos já resplandecem como o sol no reino de seu PAI; e do mundo purificado sobe para DEUS uma antífona de louvor e ação de graças. Em todo belo domínio do CRIADOR não há espaço para nenhum vasto receptáculo de fogo e enxofre. Perceberam bem? NÃO HÁ ESPAÇO PARA NENHUM RECEPTÁCULO VASTÍSSIMO DE FOGO E ENXOFRE. E nele viria desconservado pelo direto poder de um DEUS de misericórdia, havendo de arder e se contorcer em indizível e eterno tormento. Não,  nesta jubilosa antífona não há notas com os discordantes e desesperados ais dos condenados; com as maldições e blasfêmias de seres que estejam pecando e sofrendo,  sem um vislumbre de esperança. Toda voz rebelde foi, para sempre, abafada na morte; não ficou raiz nem ramo de Satanás e de todos os seus seguidores do Enganador e dos enganados, como está no Profeta Malaquias, capítulo 4, versículo 1; como esta em São Paulo aos Hebreus, capítulo 2, versículo 14: E SE CONSUMIRAM EM FOGO; em Salmos, capítulo 37, versículo 20: E DESVANECERAM EM CHAMAS COMO A PALHA INFLAMÁVEL; foram aniquilados não como matéria mas como seres conscientes, inteligentes, usando o Livre-arbítrio.
Programa 18 - ALZIRO ZARUR - continuação (3)

    E OUVI QUE TODA CRIATURA QUE ESTÁ NO CÉU, NA TERRA E DEBAIXO DA TERRA, E QUE ESTÃO NO MAR, E TODAS AS COISAS QUE NELES HÁ, DIZENDO: AO QUE ESTÁ SENTADO SOBRE O TRONO E AO CORDEIRO DE DEUS SEJAM
DADAS AÇÃO DE GRAÇAS E HONRA,  E PODER, PARA TODO O SEMPRE. OS QUATRO SERES VIVOS DIZIAM: AMÉM. E OS VINTE E QUATRO ANCIÃOS SE PROSTRARAM E ADORARAM ÀQUELE QUE VIVE PARA TODO O SEMPRE. 
    Eis aqui, meus amigos e meus irmãos Legionários, o Universo purificado. Neste versículo 13, temos o exemplo de um caso muito frequente na Bíblia Sagrada: uma declaração colocada fora da sua ordem cronológica, para seguir até o fim alguma prévia afirmação ou alusão. Neste caso se antecipa o tempo desde que termina a redenção. No versículo 10 se diz acerca das quatro criaturas vivas, como também dos 24 anciãos que reinarão sobre a terra. Agora a mente do Profeta é levada para esse tempo apresentando o maior ato da intervenção do CRISTO em favor do homem, o derramamento do seu sangue, nada mais natural do que estender a missão por um momento, até o tempo em que se consumará a grande obra então inaugurada, completado o número dos remidos, liberto o mundo dos pecados e dos pecadores, elevando-se então um cântico de adoração universal a DEUS e ao seu Santuário. É inútil tentar aplicar tudo isto à Igreja no seu estado presente, como faz a maioria dos comentadores do Apocalipse. Como também a algum tempo no passado, desde que o pecado entrou no mundo ou desde que Satanás caiu da sua alta posição como Anjo de Luz no Céu, segundo a alegoria do Livro Sagrado. Com efeito,  no tempo de que São João fala, toda criatura na terra e no céu, sem exceção, eleva sua antífona em louvor a DEUS. Mas para falar apenas deste mundo, desde a queda e maldições em vez de bênçãos, se têm erguido, da grande maioria da nossa raça apóstata, contra DEUS e contra o seu Trono. E assim será enquanto o pecado reinar como agora, é o que nos diz a Bíblia Sagrada. Não encontramos, portanto, lugar para esta cena que São João descreve a não ser que avancemos, segundo a posição tomada, até o tempo em que esteja completo todo o plano da redenção, até que os santos tenham tomado posse do seu reino prometido sobre a terra, o qual é antevisto pelas criaturas vivas e pelos anciãos no seu cântico. Já vimos esse cântico no versículo 10.
Programa 18 - ALZIRO ZARUR - continuação (2)


    Primeiro: Em redor do trono estão os seres representados pelas quatro criaturas vivas (na má tradução, quatro animais).
   Segundo: Em seguida vem os vinte e quatro anciãos.
   Terceiro: São João vê rodeado nesse conjunto de uma multidão de anjos celestes.
   Quantos são os anjos celestes desta multidão? Quantos nós poderíamos supor que se poderiam conter no Templo Celestial? Milhões de milhões ou, segundo o texto original grego, dez mil vezes dez mil. É a exclamação do vidente da Ilha de Patmos. Ora, só na expressão grega dez mil vezes dez mil, temos aí cem milhões. E em seguida, como se nenhuma expressão numérica fosse adequada para abranger a multidão incontável, ele acrescenta: "E ainda milhares de milhares". São os que vieram desde a criação da Terra. Bem podia o Apóstolo São Paulo se referir a eles na Epístola aos Hebreus, capítulo 12, versículo 22, como aos "muitos milhares de anjos do Senhor", e estavam no Santuário Celestial. Tal foi a multidão que São João viu reunida no lugar onde se centraliza o Culto do Universo, de onde se está contemplando o maravilhoso plano da redenção humana, finalmente completado depois de tantos milênios de sofrimento, de sangue, suor e lágrimas. Ora, o objeto central desta inumerável e santa multidão é o CORDEIRO DE DEUS, é JESUS. E o ato central da Sua vida que motivou tanta admiração era a infusão do Seu sangue para a salvação do homem caído. Eis porque todas as vozes se uniam em louvor que então irrompeu de toda aquela Hoste Angélica: DIGNO É O CORDEIRO, QUE FOI MORTO, DE RECEBER O PODER, A RIQUEZA, E SABEDORIA, E FORÇA E HONRA, E GLÓRIA, E AÇÃO DE GRAÇAS. Apropriada Assembleia para semelhante lugar; adequado cântico de adoração ÀQUELE que, pelo derramamento do seu sangue se fez resgate de muitos e como o nosso grande Sumo Sacerdote.  E diz São Paulo: "Ainda apresenta Seus méritos no Santuário Celeste a nosso favor". E, ali, perante tão augusta Assembleia hão de, em breve, os nossos espíritos comparecer também para a revista final. Quem nos habilitará para o Divino exame? Quem nos habilitará para ressuscitarmos em CRISTO JESUS, para estarmos com a imaculada multidão celestial?  Infinito mérito do sangue de CRISTO JESUS, que nos pode limpar de todos os nossos pecados. Infinita Graça de DEUS que nos pode preparar para enfrentar a glória e nos dar ousadia para permanecer na Sua presença, com júbilo indescritível. Você gostaria de estar com ELE nesta multidão, nesses dez mil vezes dez mil, como está no original grego do Apocalipse? Então você tem de escolher, desde já, entre o Bem e o Mal, entre o CRISTO e o Anti-Cristo. Esta é nossa escolha. Tudo depende do nosso Livre-arbítrio. É uma escolha bem distinta.

Programa 18 - ALZIRO ZARUR


    Meus amigos e meus irmãos,
    DEUS ESTÁ PRESENTE!
    VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!
    O XI CONGRESSO DOS HOMENS E MULHERES DA BOA VONTADE DE DEUS foi realmente o mais expressivo, o mais penetrante, porque já trouxe a todos os Legionários do Brasil a revelação do Apocalipse. E provaram estar integrados na grande mensagem do CRISTO DE DEUS através de João. Todos estes irmãos levaram a mensagem do Apocalipse e, certamente, saberão transmiti-la a todos aqueles que integram os Núcleos e Postos da LBV, todos ativos, todos produzindo, todos fazendo caridade, mas sobretudo pregando o Evangelho e agora o Apocalipse de JESUS à luz do Novo Mandamento.
     E agora, amigos, conforme ontem foi prometido neste programa, vamos dar prosseguimento ao 5º capítulo do Apocalipse de JESUS, segundo São João, versículos 11 a 14. Estamos dando assim pouquinhos versículos para não tumultuar, para que ninguém se deslumbre, porque este é um Livro difícil de interpretar.
     E OLHEI E OUVI A VOZ DE MUITOS ANJOS AO REDOR DO TRONO, E DOS SERES VIVOS E DOS ANCIÃOS, E ERA O NÚMERO DELES MILHÕES DE MILHÕES E MILHARES DE MILHARES, COM GRANDE VOZ DIZIAM: DIGNO É O CORDEIRO QUE FOI MORTO DE RECEBER O PODER, E RIQUEZA, E SABEDORIA, E FORÇA, E HONRA, E GLÓRIA, E AÇÃO DE GRAÇAS.
     Meus amigos e meus irmãos, como descrever o Santuário Celestial?
     Que fraco conceito formamos nós da magnitude e glória do Templo Celestial.
     Foi nesse Templo que foi introduzido São João, no começo do capítulo 4, pela porta que estava aberta no céu. Tenha-se presente que, para o mesmo Templo, está ele olhando nos versículos 11 e 12. E agora, contempla as Hostes Celestes:
   
 

Programa 17 - ALZIRO ZARUR - continuação (6)


    E essa antecipação impressionante? E REINAREMOS SOBRE A TERRA.
    Assim, apesar de serem remidos e cercarem o trono de DEUS; apesar de estarem na presença do CORDEIRO DIVINO que os salvou, que os comprou, que os resgatou, que os remiu; apesar de se encontrarem rodeados pela hostes angélicas no céu, onde toda a glória é inefável, que coisa estranha o seu cântico. Indica algo ainda mais distante. Depois de completada a grande obra da redenção, eles reinarão com toda a família dos remidos de DEUS, de todos os tempos da humanidade, sobre a terra. E esta é a herança prometida e há de ser a revivescência dos santos que nela sofreram por amor a JESUS. Aí, para vocês entenderem bem, já que estão de Bíblia na mão, porque aqui só se fala de Bíblia na mão, mas não com o véu da letra, peguem aí São Paulo aos Romanos, capítulo 4, versículo 13; São Paulo aos Gálatas, capítulo 3, versículo 29; Livro dos Salmos, capítulo 37, versículo 11; Evangelho de Jesus segundo São Mateus, capítulo 5, versículo 5; II Epístola de São Pedro, capítulo 3, versículo 13; Profeta Isaías, capítulo 65, versículos 17 a 25; finalmente, neste Apocalipse, capítulo 21, que é o penúltimo, nos versículos 1 a 5. Então vocês entenderão o valor desta herança, a ponto de parecer que a terra é mais importante que o Céu. Claro, a terra também vai ser um Céu depois do fim do mundo da maldade. Os maus estão com os dias contados. Os empulhadores, os mistificadores, os simonistas, esses vendilhões do Templo, esses políticos corruptos, esses falsos líderes, esses falsos profetas, estão todos com as horas contadas. Então a terra deixará de ser esse inferno que realmente é, um inferno com diabo por todo lado, para ser um Céu. Então serã muito diferente. Daqui há alguns anos ninguém mais vai se lembrar de Schopenhauer dizendo: "Os homens se dividem em duas classes: diabos atormentados e diabos atormentadores, mas são sempre diabos". Não, tudo isto, graças a DEUS, vai passar. Temos alguns anos para essa grande transformação.  Parece muito? Isso é um sopro para a Divindade. MIL ANOS ANOS DOS HOMENS PARA DEUS SÃO COMO O DIA DE ONTEM QUE JÁ PASSOU.
    Diz JESUS: EU ESTOU VOLTANDO. BREVEMENTE ESTAREI CONVOSCO. BREVEMENTE ESTAREI AÍ.
    Quer dizer, pede apenas dois dias, são dois milênios que nos separam da Sua vinda, incompletos, é claro, é um sopro para a Divindade. O fato é que JESUS ESTÁ VOLTANDO PARA ACABAR COM TODAS AS PALHAÇADAS, QUE SÃO A GLÓRIA DOS DÉBEIS MENTAIS QUE AINDA SE ILUDEM COM O PODER POLÍTICO, COM O PODER RELIGIOSO OU O PODER FINANCEIRO. REIS DA MISÉRIA MORAL.  NINGUÉM PERDE POR ESPERAR! JESUS VEM, E VEM MESMO NA HORA EM QUE DEVE VIR. JÁ ESTAMOS CANSADOS DE TANTA PATIFARIA, DEUS ME PERDOE!
    QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA REALMENTE EM TODOS OS CORAÇÕES E VIVA JESUS!

Programa 17 - ALZIRO ZARUR - continuação (5)


    Há realidades em todas as coisas escritas. Compreendemos a realidade quando interpretamos corretamente essas figuras ou alegorias e nem tudo se pode dizer. Como é que você vai explicar a seu filho certas coisas da cegonha? Assim também os homens enquanto não têm uma soma apreciável de reencarnações, estão na idade da criança. Então nós temos que falar mesmo através das figuras. Aí entra dona cegonha e outras coisas. Ora, nesta visão sabemos que aquele que está no trono é DEUS, O QUE ERA, QUE É, E QUE HÁ DE VIR, o ALFA e o ÔMEGA, o INCRIADO, CRIADOR ETERNO QUE NÃO TEM ORIGEM, NÃO TEM CAUSA; Ele está realmente ali. Sabemos que o CORDEIRO simboliza o CRISTO; também está realmente ali. ELE subiu, como corpo visível e tangível, e quem poderá dizer que não o conserva ainda à sua própria vontade? Se, portanto, o nosso Sumo Sacerdote é um SER visível, deve ter um lugar também visível onde ministrar, onde ensinar, onde redimir, onde elevar. É o corpo fluídico,  mas visível e tangível e se pode tornar invisível pelo poder da Sua vontade. Mas deve ter um lugar para a preparação dos Seu Evangelho Eterno, agora completado pelo seu complemento que é o Apocalipse. E as quatro criaturas vivas e os vinte e quatro anciãos representam aqueles que o CRISTO levou do cativeiro da morte por altura da ressurreição, também da ascenção. Por que não serão eles, se eles estão visíveis no céu, como eram quando subiram da terra para o céu? Portanto, vamos devagar com o andor. A mania de negar por simples capricho, não é de espírito elevado. Muitos também acham que estas coisas são muito nebulosas. Mas você não tem sonhos nebulosos e todos eles não têm significados? Não há muma profecia sem senso. Todas as profecias aqui têm um sentido perfeito, não há uma coisa inútil, não há uma vírgula fora do lugar. Então vamos deixar de grandeza, vamos reconhecer nossa insuficiência e vamos estudar com toda a humildade para que DEUS nos ilumine e nos explique o que é que vem até lá, até o alvorecer do Terceiro Milênio.
    E esse cântico? Por que é chamado UM NOVO CÂNTICO?
    NOVO, indiscutivelmente, com referência à ocasião é a composição. Sendo ele os primeiros que foram remidos, foram também os primeiros que puderam cantar. Chamaram-se a sí próprios, Reis e Sacerdotes, sendo assistentes do CRISTO na sua Obra Sacerdotal. Já vimos em que sentido são Sacerdotes. No mesmo sentido, sem dúvida, são também Reis. Com efeito, o CRISTO está sentado com o PAI no seu trono e, sem dúvida, esses como Ministros seus, desempenham o papel do Governo do Céu com relação a este mundo chamado Terra. Mais claro não é possível.  
Programa 17 - ALZIRO ZARUR - continuação (4)


    Qualquer ouvinte pode recordar que no antigo serviço típico o Sumo Sacerdote tinha muitos assistentes, já dissemos no princípio quando consideramos, olhamos agora para o Santuário Celestial, logo se segue a conclusão de que estão remidos, são assistentes do nosso grande SUMO SACERDOTE NO CÉU. Para esse fim, sem dúvida, foram remidos, foram salvos, comprados, resgatados pelo sangue do CORDEIRO. O que podia imaginar-se de mais próprio do que o SENHOR, na sua obra Sacerdotal em favor da raça humana, ser assistido por nobres membros desta raça, cuja santidade vivida em pureza de caráter os tenha habilitado a este fim? É o prêmio, portanto, à perseverança no Bem: SÊ FIEL ATÉ A MORTE E EU TE DAREI A COROA DA VIDA. Sabemos que muitos nutrem uma grande aversão para com a ideia de haver alguma coisa real ou tangível no céu. Prestem atenção: quando apareceu o primeiro livro de André Luiz na série que está escrevendo até hoje - NOSSO LAR - também houve protestos gerais, ninguém acreditava, ninguém aceitava aquela realidade tangível do lado de lá.  Facilmente podemos prever que para estes, os pontos de vista aqui apresentados seriam demasiadamente literais, ao pé da letra. Cuidado, a letra mata! Para apoiar em suas posições eles se detêm muito no fato de que a linguagem é predominantemente figurada e dizem: "Não podemos supor que haja ou tenha havido no céu as coisas tais como São João as descreveu no Apocalipse". Que é que nós podemos responder? Embora o Apocalipse, em grande parte, apresente figuras, alegorias, não apresenta ficções, nem fantasias. Isto que é importante guardar. Sim, há muita coisa alegórica, figurada, mas não é ficção, não é invenção, não é fantasia, não é romance para concurso cinematográfico. 
Programa 17 - ALZIRO ZARUR - continuação (3)


     Todos sabem que o CORDEIRO é o símbolo do CRISTO. Sabemos que não há incongruência alguma no CRISTO tomar um livro qualquer. Quando lemos que o Livro foi tomado, pensamos que esse ato foi realizado, não pelo CORDEIRO, mas por AQUELE de quem o CORDEIRO é símbolo. Creio que assim está explicada a razão da inútil controvérsia.
    E HAVENDO TOMADO O LIVRO, OS QUATRO SERES VIVENTES E OS VINTE E QUATRO ANCIÃOS SE PROSTRARAM DIANTE DO CORDEIRO, TENDO TODOS ELES HARPAS E SALVAS DE OURO CHEIAS DE INCENSO QUE SÃO AS ORAÇÕES DOS SANTOS. E CANTAVAM UM CÂNTICO NOVO DIZENDO: DIGNO ÉS DE TOMAR O LIVRO E DE ABRIR O SEUS SELOS, PORQUE FOSTE MORTO E COM O TEU SANGUE NOS COMPRASTE PARA DEUS,  NOS COMPRASTE DE TODA TRIBO, LÍNGUA, POVO E NAÇÃO, E PARA DEUS NOS FIZESTE REIS E SACERDOTES E REINAREMOS SOBRE A TERRA.
    O que é que significa aqui, estas SALVAS DE OURO CHEIAS DE INCENSO?
    Já está praticamente explicado e por esta expressão fazemos uma ideia da ocupação dos remidos, representados pelas quatro criaturas vivas e também pelos vinte e quatro anciãos, como SALVAS ou TAÇAS DE OURO, cheias de incenso e este incenso são as orações dos santos. Esta é uma obra de Ministério própria de Sacerdotes, Missionários ou Emissários. Então diz Scott: "Indiscutivelmente é manisfesto que as quatro criaturas vivas participam ou antes, dirigem o culto ao CORDEIRO como tendo-os remido para DEUS. Isto prova, acima de toda controvérsia, que este emblema significa uma parte da Igreja remida, não anjos, cujo fruto é em seguida descrito, mas em linguagem inteiramente diversa".
    Já Burnes nas suas notas sobre esta passagem, faz esta observação: "Daqui se compreende que se descrevem os representantes da Igreja no céu, ou anciãos, dos quais se diz serem Sacerdotes oficiando em favor da Igreja que ainda está na terra, oferecendo incenso enquanto a Igreja está empenhada em oração. Então as orações são esse incenso. Incenso enquanto a Igreja está empenhada em oração".