"DEIXAI QUE OS MORTOS ENTERREM OS SEUS MORTOS"
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)

Sepultai os mortos; que a profanação não os conspurque; que suas emanações não empestem o ar; MAS NÃO FAÇAIS DO ENTERRAMENTO UM CULTO, NEM – O QUE É PIOR – OBJETO DE LUXO E OSTENTAÇÃO. A quantos, dentre vós, importa mais o estrépito de um enterro brilhante do que a lembrança daqueles cujos corpos são, assim, pomposamente levados à sepultura! Deixai que os mortos enterrem os seus mortos, e dispensai ao envoltório material a atenção devida a um objeto que o falecido amou. Amai, porém, AMAI COM TODO O VOSSO AMOR AQUELE QUE SE AUSENTOU DESSE CORPO INANIMADO! Para este, sim, todos os vossos cuidados. Consista o vosso luxo em orações íntimas, saídas do coração. E não deixeis que arrefeça o vosso zelo por aquele que abandonou o corpo, como arrefece com relação a esse corpo, entrai num desses recintos povoados de cadáveres e observai a progressão decrescente do afeto e da lembrança. Contemplai as flores que fenecem, pouco a pouco, e das quais não resta o mais leve sinal ao cabo de alguns anos. Vede quanto o musgo e os parasitos progridem na pedra, tanto como os vermes no corpo! Compreendereis, então, não ser a morte material o que atrai o homem. Que são, afinal, os seus despojos mortais? Matéria que os vermes decompõem, um composto tirado ao TODO UNIVERSAL e que a ele tem de voltar, subdividindo-se. Não deis, portanto, valor pueril a esses restos que a terra reclama. SÓ O ESPÍRITO, QUE OS ANIMAVA, NÃO PERECE, SÓ ELE VÊ, SENTE, AMA E SOFRE. Agora, podem todos entender: os mortos de que Jesus falava são os que vivem exclusivamente para o corpo, não para o Espírito e pelo Espírito. São aqueles para quem o corpo é tudo e o Espírito nada; aqueles que, tendo ouvidos para ouvir e compreender, não ouvem nem compreendem – são incapazes de ouvir e compreender; aqueles que, tendo olhos para ver, não vêem – são incapazes de ver! Abandonai, portanto, os mortos. Que os mortos pelo Espírito e para o Espírito, vivos para o corpo, aos quais falecem outras consolações, se agarrem a esses amontoados de podridões. Deixai-os, isto é, deixai que enterrem os seus mortos. Abandonai-lhes esses mortos, e ide vós anunciar a Vida Eterna. Consolai, amparai, exortai os homens, e fazei-os entrar nas veredas da Vida, onde tudo é perfume e luz! Ontem, hoje e para sempre, JESUS É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. Como ele disse: - NINGUÉM VAI AO PAI SENÃO POR MIM!





"COMO SEGUIR O MESTRE JESUS"
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)


O Cristo, por essas palavras, não pretendeu prescrever aos homens que, para trilharem o caminho por ele indicado e anunciarem o Reino de Deus, renunciassem às necessidades e exigências da vida humana, relativas tanto à habitação quanto ao vestuário e aos alimentos; que renunciassem ao cumprimento dos deveres para com os despojos mortais daqueles a quem prendiam os laços de sangue ou da amizade; que rompessem as ligações da família, que a repudiassem ou deixassem de cumprir os obrigações que ela lhes impõe. Devendo sempre buscar o espírito, o homem sempre esbarrou na letra. O erro dos que comentam as palavras do Mestre consiste em admitirem, para umas, o símile, a figura oriental, que recusam às outras; em lhes falsearem ou modificarem o pensamento de acordo com os tempos, desfigurando-o ao sabor das conveniências, atribuindo assim ao Cristo ABSURDOS DE QUE O PRÓPRIO HOMEM SE ENVERGONHARIA. PROCURAI NAS PALAVRAS DE JESUS O ESPÍRITO SOB O VÉU DA LETRA, E ENCONTRAREIS SEMPRE UMA LIÇÃO DE JUSTIÇA, DE AMOR, DE DEVOTAMENTO, DE CARIDADE IMENSA, UMA LUZ SEMPRE NOVA NA ESTRADA DO PROGRESSO. Tratai, pois, de compreende-las todas em Espírito e Verdade, sempre à luz do Novo Mandamento, segundo o espírito que ilumina, jamais segundo a letra que obscurece. O conjunto das lições de hoje ensina que O HOMEM DEVE CUMPRIR, ANTES DE TUDO, AS OBRIGAÇÕES QUE O MESTRE LHE IMPÔS. Cada uma de suas palavras comporta uma explicação à parte. Cada qual encerra um preceito, um ensinamento especial. O que ele disse ao escriba mostra o pouco caso que os homens devem fazer das voluptuosidades da vida terrestre, se querem realmente segui-lo, para conhecer as excelências da pátria celestial AINDA NESSE VOSSO PLANETA DE TREVAS. Importa que não se iludam com as doçuras materiais e um repouso suicida; a atividade, a energia, a confiança permanente em Deus – eis os fatores da vida espiritualizada e triunfante. Por isso lhes ensinava a serem desprendidos de tudo, a nunca se preocuparem demasiadamente, mais do que seja preciso, com seus interesses particulares. Exatamente o que disse no Sermão do Monte: – BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA, E TODAS AS COISAS MATERIAIS VOS SERÃO ACRESCENTADAS.
COMO ESTUDAR OS EVANGELHOS
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)



"NÃO CONFUNDAIS, NUNCA, NOS EVANGELHOS, AS PALAVRAS E OS ATOS DE JESUS COM O QUE REFLETE E REPRODUZ AS OPINIÕES, APRECIAÇÕES E INTERPRETAÇÕES HUMANAS, QUE TRAZEM O CUNHO DA ÉPOCA E DO MEIO EM QUE ELE CUMPRIU SUA MISSÃO. E, QUANTO ÀS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS, NÃO LHES DEIS, JAMAIS – QUERENDO APREENDER-LHES O VERDADEIRO SENTIDO, QUERENDO PENETRAR O PENSAMENTO A QUE SERVEM DE ROUPAGEM, QUERENDO APRECIAR E DETERMINAR A NATUREZA E O CARÁTER DE SEUS ATOS – UM SENTIDO LITERAL QUE AS PONHA EM CONTRADIÇÃO CONSIGO MESMAS. Interpretai-as conforme ao espírito e compreendei-as, como é necessário, sem as isolar umas das outras, de modo que, consideradas na íntegra, em vez de se contradizerem, formem um TODO HARMONIOSO E VERDADEIRO."
"RESSURREIÇÕES"
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)



Em todas as “ressurreições” de mortos segundo os homens, operadas na Terra em todas as épocas, especialmente aquelas de que falam os Testamentos Velho e Novo da Bíblia, não houve mais do que A VOLTA DO ESPÍRITO A UM CORPO QUE ELE NÃO ABANDONARA INTEIRAMENTE, ISTO É, A QUE SE CONSERVOU LIGADO E PRESO PELO LAÇO FLUÍDICO DO PERISPÍRITO. ASSIM, NÃO HAVIA CESSAÇÃO DA VIDA, MORTE REAL, NEM CADÁVER. Não havia mais que a suspensão da vida, morte apenas aparente, um estado de catalepsia completa, que passava aos olhos dos homens por um estado de morte real. Tais as “ressurreições” de Lázaro, da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim. Quanto a este último, o cortejo seguia silenciosamente sua marcha; Jesus o fez parar, e disse à mãe do jovem o mesmo aos que choravam e se lamentavam na casa de Jairo: “Não choreis”. Tendo todos parado, ordenou “Moço, levanta-te!”, a mesma ordem que deu à filha de Jairo: “Menina, levanta-te!” E, em seguida, se afastou. Ninguém proferiu palavra na presença de Jesus, diante de seus discípulos, da multidão que os acompanhava, compondo o cortejo fúnebre. Ninguém afirmou, referindo-se ao filho da viúva de Naim: “Ele está morto”. Jesus, portanto, nada tinha a dizer, para salvaguardar a interpretação futura, EM ESPÍRITO E VERDADE, do ato que acabava de praticar. Pelo seu silêncio, deixou intencionalmente sujeito às explicações futuras aquele fato, tido por milagroso pelos que o presenciaram e pelos outros que dele ouviram falar. Assim procedeu porque o caso em questão tinha de contribuir para tornar aceita sua missão, e para que esta produzisse frutos naquele momento e no futuro, CABENDO AO ESPÍRITO DA VERDADE, PELO CRISTO PREDITO E PROMETIDO, EXPLICÁ-LO PELA ATUAL REVELAÇÃO. Os que formavam o cortejo, os discípulos, a multidão que os seguia, os que ouviram narrar o fato – acreditavam todos na morte real do filho da viúva e na sua ressurreição. Para todos eles, o jovem estava morto e Jesus o ressuscitou no sentido que davam a esta palavra, de acordo com seus preceitos e tradições. Tal crença era fruto exclusivo das opiniões, das apreciações humanas, porque Jesus não dissera nada sobre o estado real do rapaz. OS EVANGELISTAS, NARRADORES DO FATO, TIVERAM, COMO SEMPRE, DE O RELATAR, E O RELATARAM REGISTRANDO O ATO E AS PALAVRAS DE JESUS, SEGUNDO AS OPINIÕES, APRECIAÇÕES E INTERPRETAÇÕES HUMANAS A QUE O MESMO FATO DERA CAUSA E QUE ELES ESPOSAVAM. De modo que, conforme haveis de notar, relataram o fato como foi compreendido por todos. Assim é que eles dizem, falando do jovem: “um morto” (versículo 12), “aquele que estava morto” (versículo 15). A resposta a esta pergunta: “o rapaz estava morto, ou não?” tinha de ser confiada às interpretações humanas ATÉ AOS VOSSOS DIAS. A Revelação atual, que vem explicar EM ESPÍRITO E VERDADE a situação real daquele que estava “morto” no entender dos homens, a natureza e o caráter reais do ato que Jesus praticou, responde a essa pergunta. E O FAZ QUANDO OS PROGRESSOS REALIZADOS PELA CIÊNCIA HUMANA, OS ESTUDOS E AS OBSERVAÇÕES SOBRE O MAGNETISMO E O SONAMBULISMO MAGNÉTICO, COMPLETADOS PELA CIÊNCIA ESPÍRITA, VOS PUSERAM EM CONDIÇÕES DE COMPREENDER A RESPOSTA. Quando chegar a hora, também vos explicaremos os fatos relativos à Lázaro e à filha de Jairo, narrados pelos Evangelistas.
"O ESPÍRITO E O CADÁVER"
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)

Conheceis a relação que existe entre o Espírito e o corpo quando este, num estado de repouso a que chamais sono, fraqueza, catalepsia, se encontra separado da inteligência que o anima. O ESPÍRITO RETOMA UMA LIBERDADE MOMENTÂNEA MAS RESTRITA, PERMANECENDO LIGADO AO CORPO, DO QUAL SE SEPAROU, POR UMA CADEIA ELÉTRICA, QUE É O LAÇO FLUÍDICO DO PERISPÍRITO, laço que o conduz ao invólucro material, logo que o ordenam as necessidades humanas. A MORTE REAL NÃO TEM DESPERTAR MATERIAL, POIS A VONTADE IMUTÁVEL DE DEUS JAMAIS FORÇA O ESPÍRITO A SE UNIR A PODRIDÃO. Dizemos “podridão” porque, uma vez quebrado o laço perispirítico, tem início o apodrecimento da matéria, ainda mesmo que a vida orgânica não se tenha extinguido aos olhos dos homens. A ciência humana, por enquanto, é incapaz de comprovar os primeiros efeitos e indícios da decomposição; entretanto, eles existem. Portanto, com relação ao filho da viúva de Naim, como também em relação a Lázaro, à filha de Jairo e a todos os outros “mortos” (aos olhos humanos, bem entendido) não se havia quebrado o laço que une o Espírito ao corpo. A MORTE, POIS, ERA APENAS APARENTE, MAS FOI CONSIDERADA REAL PELOS HOMENS. Que aconteceu, então, em Espírito e Verdade? Jesus chamou o prisioneiro que se afastara do seu cárcere carnal e ele, submisso à ordem do Cristo, voltou imediatamente. NÃO TEM OUTRA CAUSA OS FATOS DESTA NATUREZA, REFERIDOS TANTO NO VELHO QUANTO NO NOVO TESTAMENTO DA BÍBLIA SAGRADA. Acabamos de dizer, falando do filho da viúva de Naim, que o Espírito voltou, incontinente, à sua prisão carnal. Para que ocorressem todos os fatos que se haviam de produzir pela ação de Jesus, deixando nos Evangelhos traços e lembranças entre os homens, os Espíritos que – por pertencerem ao GRUPO DOS PARTICIPANTES DA OBRA DO MESTRE – deviam concorrer para a produção desses fatos, se colocavam voluntariamente, nas condições precisas, ao longo do caminho que ele percorria e desempenhavam, assim, a missão que trouxeram quando encarnaram. O fato ocorrido com o filho da viúva de Naim (como os que se deram com Lázaro e com a filha de Jairo) estava no número daqueles. O Espírito da viúva, portanto, obedecia com submissão e devotamento à potente vontade de Jesus. O ESTADO REAL EM QUE SE ENCONTRAVA O JOVEM ERA O DE CATALEPSIA COMPLETA, ÚNICO ESTADO SINCOPAL QUE PODE APRESENTAR POR LONGO TEMPO AS APARÊNCIAS DA MORTE, DE MODO A SER CONSIDERADO MORTE REAL.
"A IGREJA DO CRISTO"
“Em verdade vos digo que em Israel não encontrei tão grande fé”
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)

Estas palavras encerravam profundo ensinamento, visando a destruir, no espírito dos judeus, A IDÉIA DE QUE SÓ ELES ERAM FILHOS DE DEUS E TINHAM DIREITO AS GRAÇAS DIVINAS. Dessa forma, Jesus lhes ensinava que, seja qual for o homem, venha de onde vier, SE TIVER FÉ (OU MERECIMENTO), É VERDADEIRAMENTE FILHO DE DEUS. E mais: que, ao contrário, os que pertenciam à grande família judaica, acreditando-se privilegiados, seriam repelidos se não seguissem o caminho que o Senhor traçou e Moisés lhes havia mostrado, chamando-os à prática do amor a Deus e do amor ao próximo. O mesmo ensino podeis aplicar à Igreja de Roma, que repele quem não curva a cabeça ao jugo da sua lei. Habituou-se à grandeza e às honras humanas, servindo mais a Mamon que ao próprio Deus. Cheia de orgulho, persegue impiedosamente os que tentam abrir-lhe os olhos, porque se julga a Igreja de Jesus. Mas a Igreja do Cristo tem por templo o vosso planeta; por fiéis todos os Homens de Boa Vontade que vivem o Novo Mandamento; por sacerdotes todos os corações puros, que arrebanham os Espíritos transviados para os reconduzir ao BOM PASTOR DO ÚNICO REBANHO. Lembrai-vos destas outras palavras de Jesus, no versículo 12 de Mateus: “Os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes”. Os que receberam a Palavra de Deus, e dela não fizeram o uso que deviam fazer, serão expurgados da Terra: tardiamente compreenderão o erro em que caíram. QUANTOS JÁ HOUVE NO PASSADO, E, QUANTOS HÁ NO PRESENTE, QUE CHORAM AS FALTAS COMETIDAS! ELES SE ACREDITAVAM SALVOS, PELA SIMPLES RAZÃO DE SE JULGAREM COM O DIREITO DE ABSOLVER OU CONDENAR AS ALMAS. É que foram pesados na mesma balança em que pesaram os outros. Quanto às palavras “pranto e ranger de dentes”, sabeis que se referem, alegoricamente, aos sofrimentos e torturas morais, às expiações que – visando exclusivamente ao seu aperfeiçoamento moral – o Espírito tem de sofrer na erraticidade, de modo proporcional e apropriado às faltas e crimes que cometeu. Evidentemente, falando-se de sofrimentos, sempre se devem entender OS SOFRIMENTOS MORAIS DO ESPÍRITO CULPADO E ARREPENDIDO, INEVITAVELMENTE SEGUIDOS DA REENCARNAÇÃO.



"ALOPATIA & HOMEOPATIA"
(Espírito da Verdade - Alziro Zarur)

Todos os sistemas médicos terão de se unir PARA FORMAR UM ÚNICO, o qual se aliará ao magnetismo humano e ao sonambulismo magnético, prestando-se os três mútuo apoio, constituindo o arsenal onde o homem irá buscar suas armas para combater a doença e restituir a saúde a seus irmãos. O princípio dos contrários, o princípio dos semelhantes, o magnetismo humano e o sonambulismo magnético são do domínio das Leis da Natureza. Compete ao homem saber, depois de estudos teóricos e experimentais, O CASO EM QUE DEVE EMPREGAR ESTE OU AQUELE MEIO. A esses estudos é que tem de se aplicar para restabelecer, no organismo, o equilíbrio desfeito e a harmonia das forças vitais, quando perturbada: REMONTE ELE A ORIGEM DO MAL; SOBRETUDO, PROCURE SEMPRE A CAUSA MORAL EM TODAS AS DORES FÍSICAS. Nos inúmeros males, que afligem a Humanidade, pesquisai bem o fundo das consciências e dos corações, e encontrareis a raiz dessa árvore que se estende por todos os membros. A alma e o coração quase sempre estão atacados: daí A PERTUBAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO, FONTE DE TODAS AS ENFERMIDADES E DE TODOS OS SOFRIMENTOS. Perscrutai os antecedentes do que sofre e, muitas vezes, descobrireis o remorso oculto de uma ação má, um acontecimento que interessou a saúde, viciando o sangue que devia circular puro nas veias. Médicos, isto é, todos vós que vos consagrais a aliviar os males de vossos irmãos, sede clarividentes: não apliqueis o remédio na chaga do enfermo à guisa da criança que “medica” um boneco!