DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 14
Tópico 2
              Não há Instrução, e muito menos Educação, fora do conhecimento do EVANGELHO e do APOCALIPSE de JESUS, à luz do Novo Mandamento. Isto completa o pensamento do Ministro da Educação: "Acho que, no Brasil só podemos pensar em Educação para o desenvolvimento". Exatamente o que desejava Ruy Barbosa, com a sua pedagogia realista, saturada de um amor infinito ao nosso País. Mas o grande brasileiro não completou o seu trabalho. Que teria faltado à sua percepção genial? É que temos de partir da PEDAGOGIA ETERNA DE JESUS, o Educador de todos os educadores.
               Mas quem é JESUS?
               Parece incrível que se faça semelhante pergunta, porque todos julgam saber de quem se trata.
               Mas quem é JESUS? e poucos sabem que JESUS é o fundador e supremo governante da Terra. Sim, repito, quase ninguém sabe que JESUS é o maior cientista, o maior filósofo, o maior religioso, o maior político, o maior gênio criador de todos os tempos deste planeta. O que o mundo se habituou a conhecer foi um JESUS crucificado, pregado à cruz infamante, inerme e inerte, ausente e falido, necessitado da sua piedade. O povo, mesmo, nos mostra isso quando escolhe para seu protetor um São Jorge Guerreiro, vitorioso e fascinante, montado no seu cavalo.   
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 13

(Ruy Barbosa - continuação)

XIX - "O primeiro caráter do saber positivo é a compreensão da contingência variável dos tempos e a inteligência da relatividade das coisas humanas. Ora, quem quer que não perder de vista esse critério, não desconhecerá a evidência da incapacidade atual do indivíduo e da associação, entre as sociedades mais adiantadas, para substituir, na educação do povo, a ação ampla, sistematizada, múltipla do Estado; não contestará a necessidade de organizar, rigorosamente, nas condições mais perfeitas de excelência e eficácia, de atividade e ciência, o ensino oficial".

XX - "TODO O FUTURO DA NOSSA ESPÉCIE, TODO O GOVERNO DAS SOCIEDADES, TODA A PROSPERIDADE MORAL E MATERIAL DAS NAÇÕES DEPENDE DA CIÊNCIA, COMO A VIDA DO HOMEM DEPENDE DO AR. ORA, A CIÊNCIA É TODA OBSERVAÇÃO, TODA EXATIDÃO, TODA VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL".
             Creio que estes vinte pontos, das DIRETRIZES DE RUY BARBOSA, bastam para provar que foi ele, sem dúvida alguma, o brasileiro que mais se aproximou da SOLUÇÃO IDEAL, DA SOLUÇÃO PERFEITA, DA ÚNICA SOLUÇÃO PARA O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL.   
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 12

(Ruy Barbosa - continuação)

XVII - "Mas essa reorganização vem-nos custar duros sacrifícios, sacrifícios muito penosos a um orçamento onde o déficit se aninhou e prolifica? Esta objeção está respondida. Ela encerraria o País numa eterna petição de princípio, num círculo vicioso insuperável. A extinção do déficit não pode resultar senão de um abalo profundamente renovador nas fontes espontâneas da produção. ORA, A PRODUÇÃO, COMO JÁ DEMONSTRAMOS, É UM EFEITO DE INTELIGÊNCIA: ESTÁ POR TODA A SUPERFÍCIE DO GLOBO NA RAZÃO DIRETA DA EDUCAÇÃO POPULAR. TODAS AS LEIS PROTETORAS SÃO INEFICAZES, PARA GERAR A GRANDEZA ECONÔMICA DO PAÍS; TODOS OS MELHORAMENTOS MATERIAIS SÂO INCAPAZES DE DETERMINAR A RIQUEZA, SE NÃO PARTIRMOS DA EDUCAÇÃO POPULAR, A MAIS CRIADORA DE TODAS AS FORÇAS ECONÔMICAS, A MAIS FECUNDA DE TODAS AS MEDIDAS FINANCEIRAS".

XVIII - "O ensino, esse agente invisível que, centuplicando a energia do braço humano, é, sem dúvida, A MAIS PODEROSA DAS MÁQUINAS DO TRABALHO". 
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 11

( Ruy Barbosa - continuação)

XVI - "O Ensino público está à orla do limite possível a uma Nação que se presume livre e civilizada; é que decadência em vez de progresso; é que somos um povo de analfabetos, e a massa deles, se descrece, é uma proporção desesperadoramente lenta; é que a instrução acadêmica está infinitamente longe do nível científico desta idade; é que a instrução secundária oferece ao ensino superior uma mocidade cada vez menos preparada para o receber; é que a instrução popular não passa de um desideratum; é que há sobeja matéria para nos enchermos de vergonha e empregarmos heróicos esforços para uma reabilitação, em bem da qual, se não quisermos deixar em dúvida a nossa capacidade mental ou nossos brios, CUMPRE NÃO RECUAR ANTE SACRIFÍCIO NENHUM; NÃO SÓ PORQUE, DE TODOS OS SACRIFÍCIOS POSSÍVEIS, NÃO HAVERIA UM QUE NÃO SIGNIFICASSE UMA DESPESA PROXIMAMENTE REPRODUTIVA, COMO PORQUE SE TRATA AQUI DO NOME NACIONAL NUM SENTIDO MAIS RIGOROSO, MAIS SÉRIO, MAIS ABSOLUTO DO QUE O QUE SE DEFENDE NAS GUERRAS, À CUSTA DE DEZENAS DE MILHARES DE VIDAS HUMANAS ROUBADAS AO TRABALHO, E CENTENAS DE MILHÕES ARRANCADOS, SEM COMPREENSÃO, MEDIANTE OS MAIS ESTERILIZADORES DE TODOS OS IMPOSTOS". 
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 10

(Ruy Barbosa - continuação)

XIV - "O Estado é grande representante da inteligência contra o obscurantismo; é o inimigo armado das trevas; é o irradiador vitorioso da luz. MAS AS VITÓRIAS DA LUZ REALIZAM-SE ENSINANDO, e não inibindo de ensinar os inimigos dela; mas as ciladas encobertas no seio das trevas evitam-se, LEVANDO ATÉ AO FUNDO DO ESCONDERIJO O RAIO SERENO DA DEMONSTRAÇÃO LIVREMENTE DISCUTIDA. Mas a força desserve, em vez de servir, à inteligência, cujos triunfos nunca hão de ser sólidos e irrevogáveis, senão quando o obstáculo for suprimido sem violência nem injustiça, EM COMBATE IGUAL, PELA ENERGIA INVENCÍVEL, POSTO QUE INERME, DA VERDADE. Mas privar o obscurantismo das garantias do direito comum é dignificá-lo com a majestade do infortúnio, cingir-lhe a palma do martírio, aureolá-lo com o esplendor da santidade, inspirar-lhe esses imprevistos movimentos de abnegação, esses grandes rasgos cênicos de heroísmo moral, que lhe cativam na mulher a mais poderosa metade da nossa espécie, e prostram-lhe aos pés, na atitude religiosa da contemplação e da prece, as imaginações populares, fascinadas por essa generosa simpatia que diviniza nos perseguidos os erros mais perigosos e as causas mais funestas".

XV - "O ESTADO TEM DEVERES PARA COM A CIÊNCIA. Cabe-lhe, na propagação dela, um papel de primeira ordem; já porque DO DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA DEPENDE O FUTURO DA NAÇÃO; já porque a criação de focos científicos de ensino é de extrema dificuldade aos particulares; já porque entre a ciência e várias profissões que entendem com a conservação dos indivíduos, a segurança material e a ordem jurídica das sociedades, há relações cujo melindre exige garantias QUE SÓ A INTERFERÊNCIA DO ESTADO SERÁ CAPAZ DE OFERECER".   
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 9

(Ruy Barbosa - continuação)

XII - "O princípio das igrejas livres no Estado livre tem duas hermenêuticas distintas e opostas: a francesa e a americana. Esta, sinceramente liberal, não se assusta com a expansão do catolicismo. Aquela, obsessa do eterno fantasma do clericalismo, gira de reação em reação, inquieta, agressiva, proscritora. Com uma, sob as formas da liberdade republicana, assiste o século XX ao tremendo acesso de regalismo, que baniu do país, em França, todas as congregações religiosas. Sob a outra se reunem na América do Norte, os prófugos da perseguição ultramarina, e as coletividades religiosas se desenvolvem, tranquilas, prósperas, frutificativas, sem a mais ligeira nuvem no seu horizonte. Na melhor cordialidade, os prelados romanos e os membros do sacro colégio se sentam à mesa de Roosevelt, o protestante, que não falta um só domingo, no templo do seu culto, aos deveres do serviço divino. FOI ESTA A LIBERDADE RELIGIOSA QUE NÓS ESCREVEMOS NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA. ESTA EXCLUI DO PROGRAMA ESCOLAR NO ENSINO DA RELIGIÃO, MAS NÃO CONSENTE QUE O ENSINO ESCOLAR, OS LIVROS ESCOLARES, PROFESSEM A IRRELIGIÃO E A INCREDULIDADE".

XIII - "É assim que se pratica nos Estados Unidos essa NEUTRALIDADE ENTRE AS RELIGIÕES, que nunca se encarou ali como profissão nacional de agnosticismo ou materialismo do Estado, senão somente como A EXPRESSÃO DA SUA INCOMPETÊNCIA E DO SEU RESPEITO ENTRE AS VÁRIAS DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS".  
DIRETRIZES E BASES PARA O ENSINO (Alziro Zarur)
Parte 8

(Ruy Barbosa - continuação)

X - "Nenhuma consciência tem um direito que não seja comum a todas as consciências. Eis o característico do Direito. Todas as consciências possuem o direito de traduzir exteriormente a sua convicção ou a sua crença. NÃO ENSINANDO O CREDO RELIGIOSO, INCUMBE, TODAVIA, À ESCOLA O MAIS ESTRITO DEVER DE INSPIRAR OS SENTIMENTOS MORAIS. A MORAL CRISTÃ É A PARTE DA MORAL UNIVERSAL,  se é que com ela não se confunde. A mor parte das virtudes cristãs - a diligência, a submissão, a brandura, a veracidade, a temperança de linguagem, a urbanidade e outras - são elementos imprescindíveis da disciplina escolar a que não pode ser alheio nenhum instituto de educação, por mais secularizado que seja o seu ensino."

XI - "O ESTADO NÃO DEVE ENSINAR A RELIGIÃO, PELO MESMO MOTIVO PORQUE NÃO DEVE ENSINAR A IRRELIGIÃO. SÃO RAZÕES DE MORALIDADE, RAZÕES DE GOVERNO, RAZÕES DE DIREITO, RAZÕES DE COMPETÊNCIA NATURAL AS QUE SE OPÕEM A QUE ELE ABRA A ESCOLA PROFISSIONAL DE INCREDULIDADE OU ASSUMA A CADEIRA DE PROPAGANDA RELIGIOSA".