O SELVAGEM PODE SE SALVAR MAS O HOMEM TRAIÇOEIRO NÃO

(Espírito da Verdade - Doutrina do CEU - p. 68 - ALZIRO ZARUR)

"Haverá pranto e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac e Jacó estão no Reino de Deus, enqunato sois repelidos de lá".

Pranto e ranger de dentes, simbolizam os sofrimentos morais que sofrerão aqueles que forem banidos para planetas inferiores NO MOMENTO DA DEPURAÇÃO DO VOSSO PLANETA E DA VOSSA HUMANIDADE. Eles não irão para o degredo sem conhecerem a causa da sua condenação. Acaso condenais alguém sem julgamento? Assim, também, eles saberão QUE O ENDURECIMENTO DE SUAS ALMAS É A CAUSA DE SUAS AFLIÇÕES. Verão o desastre da queda e a extensão da perda que sofreram. Entretanto, a palavra de Jesus lhes dará a esperanç
a, a visão dos bem-aventurados lhes despertará o desejo de chegarem à perfeição.
Haverá entre eles pranto e ranger de dentes, MAS NÃO ETERNAMENTE: DEUS jamais condena sem deixar uma porta aberta à reabilitação. Pertencer ao número dos selvagens, não ter inligência nem ciência, não é o que constitui motivo para alguém ser expurgado para mundos inferiores: a esses o Senhor concede tempo. O MOTIVO CONSISTE EM SER HIPÓCRITA, CALCULISTA, TRAIÇOEIRO, ORGULHOSO, MAU EGOÍSTA, MAU INVEJOSO, MATERIALISTA, causando a perda dos semelhantes.


A LETRA MATA


P – Estamos radiantes com as lições do Centro Espiritual Universalista da LBV, preparatórias da UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES DE JESUS. Qual o processo que o CEU adotará para análise da Segunda Revelação?


R – O Apóstolo Paulo deixou uma advertência que vos deve orientar: “A letra mata, o Espírito vivifica” (II aos Coríntios, III: 6). Antes, o Mestre de Paulo, e de todos os Apóstolos, declarou: “O Espírito é que vivifica; a carne de nada serve. As palavras que Eu vos digo são Espírito e vida” (Evangelho segundo João, VI: 64). Agora, damos início à Segunda Revelação, começando pelos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), reunidos e harmonizados para facilitar o entendimento do povo, usando a linguagem mais simples do Unificador.


LUCAS, I: 1-4 – 1 – Tendo muitas pessoas empreendido escrever a história das coisas realizadas entre nós, 2 – de acordo com que nos transmitiram aqueles que, desde o princípio, as viram com seus próprios olhos e foram os ministros da Palavra, 3 – pareceu-me, excelentíssimo Teófilo, conveniente, - depois de haver informado exatamente dessas coisas, desde o seus início – narrar-te toda a série delas, 4 – para que conheças a verdade da doutrina em que foste instruído.


Os Evangelistas eram, sem o saberem, médiuns historiadores inspirados, mas dentro dos liames da humanidade, guardando em face da aptidão carismática, a independência da natureza que lhes era peculiar. Assim, quando escreviam, captavam a intuição dos que os auxiliavam em suas narrativas. Escreviam, ou de acordo com o que tinham visto, ou com o que lhes fora revelado por aqueles que – como diz Lucas – viram com seus próprios olhos as coisas, desde o princípio, e foram os ministros da Palavra. Mas a intuição lhes vinha da Inspiração Divina, por intermédio de Espíritos Superiores, que desempenhavam o papel de ministros de Deus, agindo sobre a natureza humana, livre e falível de cada um deles. O homem precisa compreender que, seja qual for o objetivo que se lhe dê por meta, forçoso é se humanizem os meios postos à sua disposição; por conseguinte, esses meios se tornam imperfeitos, PORQUE NADA HÁ DE IMPECÁVEL NAS OBRAS HUMANAS. A cada Evangelista cabia, no quadro geral, uma parte da narração. Os tradutores e interpretadores, freqüentemente, falsearam a intenção primitiva. As palavras dos Apóstolos passaram de boca em boca, durante muito tempo, antes que fossem escritas, o que deu causa, de certo modo, às diferenças que se notam nos Evangelhos. Levando em conta o que, nas relações mediúnicas há de particularmente humano, e por isso capaz de embaraça-las, tereis desvendado o segredo dessas diferenças, aliás POUCO IMPORTANTES EM SI MESMAS. Não podendo deixar de ser assim, os Evangelistas – em certos casos que vos serão assinalados – ficavam privados da inspiração, entregues ao próprio critério em alguns pontos da narrativa, oriundos da voz pública, até que o ESPÍRITO DA VERDADE VIESSE EXPLICÁ-LOS E TORNÁ-LOS COMPREENSÍVEIS. As divergências apontadas servem, exatamente, para atestar a autenticidade dos Evangelhos. Se os Evangelhos tivessem sido falsificados, não somente pela errônea interpretação dos tradutores, nada seria mais fácil que pô-los de acordo todos quatro. As divergências, repetimos, DEVEM SER CONSIDERADAS COMO A CARACTERÍSTICA DA VERACIDADE DELES. Visto que sempre há erro em tudo o que é humano, as diferenças nos Evangelhos são devidas à condição humana dos narradores, que conservavam a independência da natureza que lhes era particular, ainda quando sob a inspiração que os auxiliava. Mas essas disparidades não atingem, absolutamente, nem a base nem os elementos da REVELAÇÃO MESSIÂNICA, isto é: nem a origem, senão divina no sentido próprio da palavra, ao menos perfeitamente pura e imaculada do Cristo; nem sua missão de AMOR AINDA INCOMPREENDIDO que é a do Novo Mandamento; nem a Doutrina que pregou, Doutrina que não é sua, mas do Pai que o enviou; nem as verdades eternas que trouxe; nem suas predições e promessas; nem o modo velado pela letra, da revelação que o Anjo (ou Espírito Superior) fez a Maria e José, do seu aparecimento e da sua passagem pela Terra; nem sua vida humilde, pura, irrepreensível, quer do ponto de vista humano, quer do ponto de vista espiritual; nem os fatos chamados milagres, operados por ele durante a sua permanência entre os homens; nem sua “morte” infamante; nem o desaparecimento do seu corpo de dentro do sepulcro, não obstante estar selada a pedra que o fechava; nem sua “ressurreição”, nem suas aparições às mulheres e aos discípulos; nem sua volta definitiva à natureza espiritual que lhe era própria, na época denominada “ascensão”. Sendo assim fiéis, cada um dentro do seu quadro, os Evangelhos se explicam e se completam mutuamente, formando o conjunto da obra da REVELAÇÃO MESSIÂNICA. Não vos agarreis às contradições de palavras ou diferenças de minúcias, todas secundárias, sem nenhum valor, e que não afetam a mensagem do Mestre. Olhai com mais amplitude para a tarefa que vos foi confiada: revelar os “mistérios”, que darão a conhecer aos povos, em Espírito e Verdade, quem é o Filho e prepara-los para saber quem é o Pai. Tendes de patentear aos olhos de todos a Verdade, tal como precisa ser vista e admirada, mas nos seus fatos principais, não em particularidades sem importância alguma. O tempo corre, vossas horas estão contadas, não as desperdiceis em tardanças inúteis. Ocupai-vos com os fatos graves, que possam alterar a fé ou que tenham sido adulterados pela tradição. Passai, sem vos deterdes, pelas críticas baseadas em minudências, dignas de prender somente a atenção das crianças ou adultos pueris, evitando controvérsias que não vos edificam. Não confundais nunca, nos Evangelhos, as palavras ditas pelo Mestre, os atos por ele praticados, as revelações e os acontecimentos reais, com o que, em tais narrativas, reflete e reproduz, como havia de suceder, as impressões, opiniões e interpretações dos homens da época, feitas de acordo com seus preconceitos, ou com as tradições relativas a essas palavras, a esses atos, revelações e acontecimentos, à natureza e ao caráter que revestiam. Reuni e harmonizai os versículos que, nos Evangelhos segundo Mateus, Marcos e Lucas, se correspondem, a fim de, submetendo a um só comentário os Sinóticos, evitardes as repetições. Os Evangelhos são um conjunto de fatos ocorridos, ligados entre si, sem estarem sujeito a uma ordem cronológica. Ao comentardes separadamente o Evangelho segundo João, ainda para evitar repetições, vos reportareis as explicações necessárias que já tiverdes recebido, com relação aos pontos correspondentes, nos três primeiros. A este respeito, todavia, seguireis a direção que vos dermos, e fareis sob os nossos olhos a classificação.

DOUTRINA DO CÉU - A FÉ E A AÇÃO MAGNÉTICA

(...) Já vos explicamos O PODER MAGNÉTICO DE QUE JESUS DISPUNHA. O tocar-lhe nas vestes – fato que, devido à ignorância das causas e dos efeitos, os homens tinham por “milagroso” – não passava de UM MEIO MATERIAL, QUE LHES ERA INDISPENÁVEL. A cura se operava pela ação daquele que exercia poder soberano sobre os elementos etéreos. Era, portanto, resultado da união desse poder com a fé que os curados possuíam. Entendei: os doentes se curavam NÃO POR TEREM TOCADO NA FÍMBRIA DA CAPA OU DAS VESTES DE JESUS, MAS PELA AÇÃO DA SUA VONTADE PODEROSA, SOLICITADA PELA FÉ INABALÁVEL DOS ENFERMOS QUE TOCAVAM O MESTRE. A cura era feita, como dissemos pela ação magnética exercida por Jesus; pela emissão que ele fazia – sob o influxo desta ação – dos fluidos apropriados a cada espécie de doença, os quais eram dirigidos para o organismo do enfermo. Com o mesmo critério deveis entender as curas operadas por “lenços e panos” e até pela “sombra” dos Apóstolos, das quais vos falaremos quando chegar a hora: TUDO É MAGNETISMO, COMPLETADO PELA FÉ, SEM A QUAL É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS.

ALZIRO ZARUR


DOUTRINA DO CÉU - JESUS, O CRISTO – VII


P – Na transmissão anterior da Doutrina do CEU da LBV, despertou nossa atenção este trecho: “Deixai que os materialistas envolvam o Mestre numa veste de carne igual à vossa; por mais que façam, não conseguirão nunca igualá-lo nesta desgraçada era apocalíptica”. Quais o sentido e o alcance destas últimas palavras?

R – Não há, nem haverá, por longo tempo ainda, um homem que possa viver a vida de Jesus. Tendes muitíssimo que fazer, para chegar lá, principalmente neste fim de ciclo. Podeis, entretanto, aproximar-vos dele. O homem de vosso planeta e todos os Espíritos, sejam quais forem – quer habitem os mundos inferiores para um fim de provação ou de expiação, ou ainda para o desempenho de suas missões, quer tenham alcançado os mundos superiores – participarão, já o dissemos e repetimos, da pureza de Jesus e da sua felicidade. Mas em que condições e por quais caminhos? Só mesmo adquirindo a perfeição, pela constante prática do AMOR que, através de todos os séculos, em todos os tempos da eternidade, é a fonte e o meio de todos os progressos: dá acesso à todas as ciências e conduz a Deus.
ALZIRO ZARUR

Doutrina do CEU : A VIDA TRIUNFANTE

       p. Como devemos entender essas palavras de Jesus "As aves do céu tem seus ninhos, as raposas têm seus covis, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça?
     r. Jesus quis mostrar o pouco que o homem deve fazer dos prazeres da vida terrestre, se querem realmente segui-lo para conhecer as excelências da pátria celestial AINDA NESSE VOSSO PLANETA DE TREVAS. Importa que não se iludam com as doçuras materiais e um repouso suicida: a atividade, a energia, a confiança permanente em Deus - eis os fatores da vida espiritualizada e triunfante. Por isso, Jesus lhe ensinava a serem despreendidos de tudo, e nunca se preocuparem demasiadamente MAIS DO QUE SEJA PRECISO, com seus interesses particulares. Exatamente o que dissse no Sermão da Montanha: BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA E TODAS AS COISAS MATERIAIS VOS SERÃO ACRESCENTADAS"!

Alziro Zarur


LBV É SIMPLIFICAÇÃO


P – Temos lido autores eruditos, que fazem livros difíceis de entender. Exemplo: a distinção entre Alma e Espírito. Qual a orientação do CEU a respeito?
R – A maioria é assim mesmo. Esses autores querem impressionar o público, deslumbrar os leitores com seus conhecimentos. Não pensam, nem de leve, na salvação de tantos que se desviaram do caminho de Deus. Essa diferença entre Espírito e Alma não traz nenhum proveito ao povo, na sua ânsia de entender as Revelações de Jesus. Para os positivistas, a alma está na cabeça do homem, e se reduz às dezoito funções simples do cérebro. Para nós, entretanto, essas faculdades só funcionam quando o Espírito anima o corpo humano, principalmente a cabeça.

P – Para o CEU, quantos princípios há no homem?
R – Três, a saber: 1- O corpo, análogo aos dos animais e animado por um princípio vital; 2 – A Alma, ser imortal ou Espírito encarnado no corpo; 3 – O perispírito, laço intermediário que liga a Alma ao corpo, espécie de invólucro semi-material.

P – Que é Alma?
R – O Espírito que encarnou (ou reencarnou).

P – As Almas e os Espíritos são a mesma coisa?
R – Sim, porque – antes de se unir ao corpo – a Alma era um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível.

P – Que vem a ser a Alma, depois da morte do corpo?
R – Torna-se Espírito.

P – A Alma conserva sua individualidade depois da morte?
R – Sim, e não a perde nunca.

P – Como é que a Alma pode manifestar sua individualidade no mundo dos Espíritos?
R – Por meio do seu perispírito, corpo fluídico, o qual se modifica de acordo com o seu progresso.

P – Que é que a Alma sente no momento da morte?
R – Conforme tiver sido a sua vida, assim ela experimenta uma sensação agradável ou desagradável. Quanto mais pura ela for, tanto melhor compreende a futilidade dos gozos que deixou na Terra.

P – Que sensação tem a Alma, quando se reconhece no mundo espiritual?
R – Depende: se ela praticou o mal, sente-se envergonhada de o ter feito; se praticou o Bem, sente-se aliviada, tranqüila e feliz.

P – É dolorosa a separação entre o corpo e a Alma?
R – Não: a Alma sente, apenas, uma perturbação que desaparece pouco a pouco.

P – Todas as almas experimentam essa perturbação, com a mesma duração e intensidade?
R – Isso depende do seu adiantamento. A Alma, quando já está purificada, se reconhece quase imediatamente, ao passo que as outras conservam, às vezes por muito tempo, a impressão da mataria.

P – O conhecimento do Espiritismo, tal como foi codificado por Allan Kardec, diminui o tempo dessa perturbação?
R – Sim, e muito: depois do estudo da Terceira Revelação, o Espírito compreende com antecedência o seu estado. Mas isso não o exime do sofrimento que ele possa merecer. A pratica do Bem, produzindo a consciência limpa, influi mais que qualquer conhecimento sobre o estado espiritual.

P – Limitam-se os pais a dar aos filhos um corpo material, ou também lhe transmitem uma parte de sua Alma?
R – Os pais lhes dão somente o corpo, pois a Alma é indivisível. A prova disso está em que pais analfabetos produzem filhos geniais, enquanto filhos boçais são gerados por pais de talento.

P – Como podemos definir as Almas ou Espíritos?
R – São os seres inteligentes da Criação Divina, os quais promovem o movimento fora do mundo material.

P – Os Espíritos ocupam uma região determinada, circunscrita no espaço?
R – Eles estão em toda parte. Mas nem todos podem ir aonde querem, pois há regiões vedadas aos menos adiantados.

P – Empregam os Espíritos algum tempo em percorrer o espaço?
R – Sim, mas isso é rápido como o pensamento, pois a vontade de um Espírito exerce mais poder sobre o seu corpo fluídico, ou perispírito, do que podia exercer sobre um corpo denso e grosseiro, quando encarnado.

P – A matéria serve de obstáculos aos Espíritos?
R – Não, porque tudo é penetrado por eles: o ar, a terra, a água, e até mesmo o fogo, assim como o cristal é penetrável aos raios solares.

A OBRA DA UNIFICAÇÃO


P – Pelo o que nos foi dado observar na Primeira Revelação do CEU – a significação do Decálogo na íntegra, de acordo com o original bíblico – a LBV prestará ao Brasil, e a toda Humanidade, um serviço de grandeza inapreciável. Quando sairá em livro a UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES?

R – Diz o Espírito da Verdade que serão vários livros, porque o CEU reunirá neles todos os ensinos dos Guias Superiores. Por isso é que a Obra não terá autores humanos: a Gloriosa Falange está procedendo à REVISÃO GERAL dos trabalhos realmente ditados por eles, expurgando-os de suas “infiltrações mediúnicas”. Portanto, ninguém pode julgar o todo por qualquer das partes: Moisés, os Evangelistas e os Apóstolos AINDA TÊM MUITO A REVELAR À HUMANIDADE.


P – O homem tem direito a dispor de sua vida?

R – Não. O suicídio é transgressão da Lei de Deus; é a maior crueldade que o homem pode cometer contra si mesmo. O suicídio nasce do erro, alimenta-se da covardia e não a extingue. Covardia, egoísmo, orgulho, ceticismo e principalmente ignorância das Leis Divinas – eis as causas do suicídio.


P – E quando o suicídio tem por objetivo evitar o aparecimento de uma ação má?

R – O suicídio não esconde as culpas de ninguém. E, pelo contrário, neste caso há duas faltas, em vez de uma. Quem teve coragem para fazer o mal deve tê-la, também, para enfrentar as conseqüências.


P – Que devemos pensar daquele que se suicida para alcançar mais depressa outra vida melhor?

R – Somente pela prática do Bem pode o homem alcançar vida melhor. O suicida tem de começar tudo de novo.


P – Não é meritório o sacrifício da vida quando o fim dele é salvar a outrem ou ser útil ao semelhante?

R – Conforme a intenção real, diante de Deus, isso pode ser sublime. Só é perdoável o sacrifício da vida quando não é movido pelo egoísmo ou pelo orgulho: isto só mesmo Deus pode saber.


P – Qual o sentimento que, no instante da morte, prevalece na maioria dos homens: a dúvida, o temor ou a esperança?

R – Nos endurecidos – a dúvida; nos culpados – o temor; nos homens de bem – a esperança.


P – Depois da morte, as penas e os gozos da alma têm alguma coisa de material?

R – Não podem ser materiais porque a alma não é matéria. Essas penas e esses gozos, entretanto, são mil vezes mais sensíveis do que aqueles que se poderiam experimentar no mundo, pois no estado espiritual a alma é muito mais impressionável, visto não estar com suas sensações embotadas pela matéria.


P – O que é Espírito?

R – O princípio inteligente do Universo.


P – E qual a definição da matéria?

R – A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua atividade.


P – Há, então, dois elementos gerais do Universo – a matéria e o Espírito?

R – Sim, e acima de tudo – DEUS. Mas, ao elemento material se tem de juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, grosseira demais para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.


P – Que se deve pensar do homem que, sem fazer o mal, também não se esforça por sacudir o julgo da matéria?

R – Permanece estacionado, e assim prolonga os sofrimentos da expiação.


P – Sempre reconhece as suas faltas, depois da morte, o homem perverso, que não as reconheceu durante a vida terrestre?

R – Claro que sim. E, então sente todo o mal que fez ou de que se tornou causa involuntária.


P – Basta o arrependimento sincero, durante a vida, para apagar nossas faltas e Deus nos perdoar?

R – O arrependimento prepara a melhora do Espírito, mas não revoga a Lei de Deus: é preciso expiar todas as faltas cometidas.


P – E as faltas podem ser redimidas?

R – Sem dúvida, pela reparação. Mas o homem não se redime com algumas privações pueris nem com donativos depois de sua morte, quando já não precisa mais deles. A perda de um dedo no trabalho resgata mais dívidas que o cilício, durante anos seguidos, sem outro fim que o da própria conveniência, pois não beneficia a ninguém. Só com o Bem é que se pode reparar o mal.