A VIDA E A MORTE    (ALZIRO ZARUR)

P – Como o CEU da LBV explica as palavras acrescentadas por Moisés ao Quinto Mandamento?
R – Comentando a Primeira Revelação, ensinam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e pelo próprio Moisés: - Este acréscimo teve por fim levar à obediência, e ao respeito à Lei de Deus, um povo dominado pelo egoísmo e pelo interesse imediato. Daí suas palavras, que seguem o Honra a teu pai e tua mãe: “para que teus dias sejam prolongados na Terra que o Eterno, o Senhor teu Deus, te dará”. Já explicamos: viver bem, e viver longo tempo, constituía para os hebreus a primeira e única preocupação. Mas, na Terra que habitais, enquanto a ocupardes pela encarnação (ou reencarnação), os seus e os vossos dias não podem ser prolongados. Sob certos pontos de vista, a morte é determinada. Credes, porém, fracas e finitas criaturas, que aquele que se move no infinito e abrange com o seu olhar as plêiades inumeráveis de estrelas, de mundos que ele projetou na imensidade, mede o tempo com os vossos compassos? Tudo é detido em sua marcha, tudo tem determinada a sua duração, ao simples olhar daquele que é o Infinito. Mas a barreira que se ergue diante de vós, não é determinada como o interpretais. A duração da vida se regula pelo princípio que liga o Espírito ao corpo. O cordão fluídico é a mola que põe em movimento o mecanismo corporal. Determinada é a duração desta mola, mas dentro de uma amplitude que não podeis compreender, que não se mede pelos minutos da vossa pêndula. Extensão mais ou menos longa, que é dada de acordo com a maneira por que fizerdes uso dela. É como um pedaço de borracha que se pode esticar até certo ponto, conforme a maior ou menor força, a maior ou menor destreza que se empregue. Embora seja difícil fazer-vos entender esta apreciação, vamos dar o sentido e o alcance do que acabamos de afirmar. A duração do homem tem um limite natural, determinado, no curso regular da existência, pelas leis imutáveis (porque perfeitas) da natureza, pela ação e aplicação dessas leis, de conformidade com os meios e os climas, por isso que os fluídos, que servem para formação dos seres humanos, estão relacionados com os climas sobre os quis eles atuam. E a matéria está em relação adequada com eles, porquanto, segundo a Lei de Harmonia Universal, TUDO É DETERMINADO. Aí, nesse limite natural, é que está o momento irrevogável do fim humano, fim contra o qual o livre arbítrio do homem nada pode, no sentido de prolongar, além dele, a duração do corpo. Eis qual é, em sua verdadeira significação, o instante fatal da morte. Neste sentido é que os dias da criatura não podem ser prolongados: eles não podem ir além daquele limite natural. Mas o livre arbítrio do homem pode, seja por meio de suas resoluções espirituais, a saber, pelas determinações que toma como Espírito, ANTES DE REENCARNAR, seja pelo o uso que faz da sua existência como reencarnado, interromper o curso desta em determinado tempo, entre o instante do seu nascimento e aquele natural limite, que é a hora fatal do fim humano. Neste caso, pelas suas resoluções espirituais, tendo marcado o término da prova, portanto a duração de sua existência terrena, o Espírito fica impedido de atingir o termo geral desta – o seu limite natural. O corpo, então sob a vigilância e a direção dos Espíritos prepostos à tarefa de velar pelo cumprimento das provas, se forma em condições de durar o tempo predeterminado, cabendo, porém, repetimos, ao Espírito reencarnado cumprir todas as obrigações de que dependa a duração dele, até ao fim das provas a que serve de instrumento. Cumpridas que sejam todas essas obrigações, o instante da morte é irrevogável, porém não fatal, no verdadeiro sentido desta palavra, visto que o resultado do uso que, do seu livre arbítrio, fez o Espírito antes de reencarnar. Todavia, pode o homem, pelo exercício desse mesmo livre arbítrio, pelo abuso que dele faça, pela maneira por que conduza a sua existência, deter o curso desta antes do tempo marcado pelas suas resoluções espirituais, isto é, pelas determinações que tomou, como Espírito, antes de reencarnar. Assim é que o doente usa o livre arbítrio, tanto quanto cuida do seu corpo, para torna-lo capaz de levar a cabo as provas que seu Espírito escolheu, como quando apressa a sua morte, quer descuidando dele (o que muito se aproxima do suicídio), quer praticando abusos e excessos, desde que tudo isso constitua infração das obrigações que lhe caiba cumprir, para faze-lo durar até ao fim das provas que escolheu. O tempo não é, pois, limitado segundo o vosso ponto de vista, se bem que o seja em relação ao infinito e às leis que regem o Universo. Sim, o instante da morte é fatal (no verdadeiro sentido da palavra), porque a vida corpórea não pode ultrapassar o limite determinado. Não, o instante da morte não é fatal, relativamente à duração da vossa existência restrita, porque o limite natural, no curso regular da vida terrena, só raramente é atingido, pela razão de que as vossas resoluções espirituais, ou os vossos atos, umas e outros conseqüências do vosso livre arbítrio, impedem que o atinjais. Quando para o homem é chegada a hora de partir, nada pode eximi-lo da partida. E isto se verifica desde que essa hora chegue, ou porque o limite natural tenha sido alcançado, ou por efeito de suas resoluções espirituais, ou em conseqüência de atos seus que, dada a maneira porque haja conduzido a sua existência, constituíram infração das obrigações que ele tinha necessidade de cumprir, para que seu corpo chegasse ao termo das provas. Dentro dessa latitude, que vos é concedida, podeis usar do vosso livre arbítrio que, não sendo assim, não passaria de uma palavra oca, e infalivelmente traria, a todo aquele que raciocina, a idéia de fatalismo, de automatismo, de escravidão moral e espiritual. Há, porém, uma distinção a estabelecer, quanto à duração da vossa existência, restringida, com relação ao limite natural, pelas vossas resoluções espirituais, ou por vossos atos que, conforme o emprego que dais a vida corporal, constituem infração das obrigações que tendes de cumprir, para que vosso organismo dure até o término das provas. De acordo com o que já vos dissemos, para a criatura (homem ou mulher) que cumpriu, que cumpre todas as obrigações, e que – pelas suas determinações espirituais – escolheu uma duração restrita para a sua existência, o instante da morte é e permanece irrevogável. Nesse caso, qualquer que seja o perigo que o ameace, o homem não morrerá se sua hora não tiver chegado. Qualquer que seja a situação em que se ache, os meios apropriados a salva-lo serão preparados e colocados ao seu alcance, pelos Espíritos prepostos ao encargo de vigiar o cumprimento das provas e expiações. Se, ao contrário, a hora chegou, ele morrerá. Deste fato vós tendes milhares de exemplos: quantas e quantas vezes, no mesmo lugar, uns morrem e outros se salvam? E são casos de naufrágio, de incêndio, de desmoronamentos, de quedas, como vereis na explicação dos Evangelhos de Jesus.
Espírito da Verdade - Doutrina do CEU - página 243 - ALZIRO ZARUR

FATALISMO E LIVRE ARBÍTRIO

P - Afirmou Jesus: "Dois pássaros não custam mais que um asse, e cinco não valem mais do que dois asses. Entretanto, nenhum deles cai na Terra sem que seja pela vontade do Pai, que não é indiferente nem à morte de pardal". E mais: "Até os cabelos das vossas cabeças estão contados". Qual a explicação dos Espíritos da Verdade para essas palavras do Mestre?

R - Não é Deus a bondade infinita, cujo olhar criador envolve num só golpe de vista, todas as suas criaturas? Não é Ela a vontade onipotente que governa o Universo? E tudo o que acontece não acontece com a Sua permissão? Todavia, NÃO ACREDITEIS QUE A SUA GRANDEZA INFINITA DESÇA A OCUPAR-SE COM AS PARTICULARIDADES DA VOSSA  EXISTÊNCIA INFÍMA. Uma vez, porém,  que seu poder regula todas as coisas, que os Espíritos prepostos à organização dos mundos - desde o ato da formação deles até às mais insignificantes particularidades - não agem senão de conformidade com a impulsão superior que receberam; e que, passando de um a outro, chega até vós, pode-se dizer que NEM MESMO UM PASSARINHO CAI  NA TERRA SEM QUE SEJA PELA VONTADE DE DEUS. Mas não concluais desta explicação que o vosso livre arbítrio esteja, assim, comprometido de qualquer forma. A ação dos Espíritos, exercendo-se sob a potente direção do Soberano Senhor, em nada altera essa prerrogativa do Espírito, encarnado ou não; O LIVRE ARBÍTRIO É EMANAÇÃO DIVINA, ETERNA, QUE O SENHOR CONCEDE AS SUAS CRIATURAS, FOGO SAGRADO QUE LHES CUMPRE ALIMENTAR,  PARA DELE PRESTAREM CONTAS NO DIA DO JUÍZO. Diante disso cabe-lhes entender a sentença do Cristo: "Até os cabelos das vossas cabeças estão contados". Tomadas ao pé da letra, estas palavras levariam a negação do livre arbítrio no homem, fortalecendo a crença no fatalismo. Elas são alegóricas, tais como as outras que o Mestre proferiu, a título de ensinamento. O homem goza da liberdade de praticar, ou não, um ato qualquer; mas esse ato TEM SEU PRINCÍPIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS REGULADOS PELAS LEIS NATURAIS, IMUTÁVEIS E ETERNAS, CUJA APLICAÇÃO E CUJA EXECUÇÃO ELE PROVOCA. NADA LHE SUCEDE QUE NÃO TEN HA SIDO PREVISTO PELA ONICIÊNCIA DO SENHOR, A QUAL, ENTRETANTO, DEIXA QUE OS ACONTECIMENTOS DA VIDA HUMANA SIGAM SEU CURSO E SUA MARCHA, CONFORME AO USO QUE O HOMEM FAZ DO SEU LIVRE ARBÍTRIO. Se bem que, sujeito a experimentar as boas e más influências que se exercem continuamente sobre ele; lhe caiba lutar entre o bem e o mal. O homem dispõe sempre do livre arbítrio, de uma vontade própria pessoal; portanto, em virtude desse livre arbítrio, dispõe da faculdade de praticar tanto o bem quanto o mal. DEPOIS DA MORTE,  PROCEDE-SE A APURAÇÃO DOS  PENSAMENTOS,  PALAVRAS E ATOS, BONS E MAUS, DE CADA CRIATURA HUMANA.  Sim, a bondade infinita de Deus vela, incessantemente, por todos os seus filhos. É assim que, em lhe sucedendo qualquer coisa na existência terrena, a solicitude do Senhor, por intermédio dos Bons Espíritos, faz sentir as suas influências no homem. Nenhum ato e nehum dos seus mais secretos pensamentos escapam à percepção do Senhor; chegada a hora da prestação de contas, pede Ele esta.

PASSADO, PRESENTE E FUTURO - Doutrina do CEU - ALZIRO ZARUR

P – Afirmou o Espírito da Verdade: “O homem dispõe do livre arbítrio e Deus sabe que uso fará ele desse dom, porque tudo o que, para vós, contitui passado, o presente e o futuro, está sempre – e por toda a Eternidade – patente aos olhos do Senhor”. Como devem ser entendidas e explicadas estas palavras?

R – Admitis a presciência divina, ou apoucais a Inteligência Infinita nivelando-a com as vossas? A presciência divina é uma faculdade QUE NÃO TENDES POSSIBILIDADE ALGUMA DE ANALISAR. O livre arbítrio seria mera ficção, se estivesse subordinado a uma ação direta. Quanto se monta qualquer máquina, prevêem-se os resultados do seu funcionamento; o que ela faz é o que tinha de fazer. Se, porém, um operário desastrado se intromete nas engrenagens, ou se um curioso se aproxima demasiadamente, para ver de muito perto ou tocar numa das rodas, fatalmente é colhido, mutilado ou esmagado. O maquinista não o impeliu, direta ou indiretamente, mas sabia que quem fizesse o que fez o operário ou o curioso sofreria aquela conseqüência, tanto que, ao ver aproximar-se o imprudente, lhe disse: – “Toma cuidado, olha o perigo!” Neste caso, que nos serve de imperfeita comparação, onde a fatalidade relativa à ordem a que está sujeito o movimento da máquina e às pessoas que se movem em torno dela? Cheios de ignorância e de orgulho, pretendem os homens que Deus se intrometa em todos os atos que praticam, em todos os fatos que lhe dizem respeito. Cada um – pobre vermezinho! – quer que a Inteligência Suprema o conduza pela mão, REBAIXANDO-SE AO SEU NÍVEL. Considerai com mais elevação a grandeza do vosso Criador! Reinando sobre “todos os universos”, iluminando todas as trevas, a influência que o Senhor exerce é uma INFLUÊNCIA SUPERIOR, DIRIGENTE E GOVERNATIVA. Ele deixa que useis do vosso livre arbítrio com plena liberdade, em meio às diversas influências físicas e espirituais que vos rodeiam, e sob o império das Leis Gerais, Naturais e Imutáveis que a sua onisciência estabeleceu, desde toda a Eternidade. Essa INFLUÊNCIA SUPERIOR que dirige e governa, Ele a exerce pela sua ação universal, instrumento da sua Providência, e que também se efetua no âmbito e sob o império das suas Leis, sempre de acordo com a sua Vontade Onipotente e Imutável. É exatamente essa INFLUÊNCIA SUPERIOR que vos atrai continuamente para a vida do progresso, sem perturbar o exercício pleno e independente do vosso livre arbítrio, quer este vos induza à obediência, quer vos arraste à rebeldia. Ora, o conjunto se desdobra, desde e por toda a Eternidade, aos olhos de Deus. Passado, presente e futuro são palavras que as vossas limitações inventaram e que, para ele, carecem de significado: Deus é O QUE É, de toda e para toda a Eternidade. Não entendeis que, deixando ao homem inteira liberdade de usar das faculdades de querer, pensar e agir, seu olhar penetrante veja, ao mesmo tempo, o que fará o homem dessa liberdade? O maquinista, que vê o desastrado ou o curioso aproximar-se demasiadamente da máquina, percebe de antemão os efeitos dessa imprudência; mas de inteligência muito limitada, não pode saber de antemão qual o uso que o homem fará do seu livre arbítrio, se consumará ou não o ato, porque não lhe pode LER O PENSAMENTO, nem perscrutar a AÇÃO DA VONTADE. Para ele haverá sempre solução de continuidade – um passado, um presente e um futuro na sucessão dos atos – por mais imperceptível seja o intervalo que, a seus olhos, os separem, no uso do livre arbítrio. Deus, porém, para quem passado, presente e futuro nada significam; que, sem solução de continuidade, lê o pensamento do homem e vê a ação da sua vontade, DEUS TEM SEMPRE A VISTA A SÉRIE E AS CONSEQÜÊNCIAS DE TODAS AS COISAS, E SABE QUAL O USO QUE O HOMEM FARÁ DO LIVRE ARBÍTRIO. A razão é muito simples: para Deus tudo é continuamente, eternamente INSTANTÂNEO. Não há comparação possível entre o astro luminoso, que brilha com o máximo fulgor, e a pálida centelha que se reflete no arroio em que se extingue; entre o SER INFINITO, que irradia sobre todos O QUE É, e as vossas inteligências fragílimas. Por isso dissemos, e agora repetimos, que A PRESCIÊNCIA DIVINA É UMA FACULDADE QUE NÃO TENDES POSSIBILIDADE ALGUMA DE ANALISAR.

AMOR, A FINALIDADE SUPREMA


P — Poderia explicar de que se trata o CRISTIANISMO DO NOVO MANDAMENTO?

R — É a Religião de Deus, porque DEUS É AMOR, E NADA EXISTE FORA DESSE AMOR. Como escreveu Dante, na "Divina Comédia": "O Amor que move o Sol e os outros astros!" Amor que é tudo, porque é muito mais que a própria vida. Pois bem, amigo, por mais estranho que lhe possa parecer, AINDA NÃO HOUVE CRISTIANISMO NA FACE DA TERRA, O CRISTIANISMO COMO JESUS O QUER E COMO O ENTENDEM SEUS VERDADEIROS SEGUIDORES. Esse CRISTIANISMO será uma divina realidade quando o Mundo entender o significado oculto do Novo Mandamento: "Amai-vos uns aos outros como EU vos amei". Os preceptores sectários pensam que este Mandamento é igual ao de Moisés: "Ama ao teu próximo como a ti mesmo". Mas há uma diferença fundamental: NENHUM HOMEM SABE AMAR COMO JESUS AMOU E AMA. E mais, muito mais: NENHUM HOMEM SABE AMAR A SI MESMO, DENTRO DA LEI DIVINA. Todo homem é um suicida, exatamente pela ignorância do Novo Mandamento de Jesus! É por tudo isso que nós colocamos o CRISTO acima de todos os Patriarcas, de todos os Profetas, de todos os Apóstolos, de todos os Evangelistas e de todas os Missionários, inclusive Allan Kardec. Este veio precisamente para abrir caminho para o CRISTIANISMO — O CRISTIANISMO DO CRISTO QUE É A RELIGIÃO. Ao abrir "O Livro dos Espíritos", escreveu o codificador: "Como especialidade, este livro contém a doutrina espírita; como generalidade, prende-se à doutrina espiritualista, UMA DE CUJAS FASES APRESENTA. Essa a razão por que traz no cabeçalho do seu título as palavras: FILOSOFIA ESPIRITUALISTA". Mas a Religião do Terceiro Milênio, O CRISTIANISMO DO NOVO MANDAMENTO, O VERDADEIRO AMOR UNIVERSAL, A RELIGIÃO DE DEUS, DE JESUS E DOS ESPÍRITOS PUROS QUE FORMAM O ESPÍRITO SANTO, É MAIS QUE TODA A RELIGIÃO: É TODA A FILOSOFIA, É TODA A CIÊNCIA, É TODA A POLÍTICA, É TODA A MORAL, É TODO O PROGRESSO HUMANO, UNIDO AO PROGRESSO DE TODOS OS OUTROS MUNDOS, DE TODAS AS HUMANIDADES SIDERAIS — NA APOTEOSE AO CRIADOR ONIPOTENTE, ONISCIENTE E ONIPRESENTE, O NOSSO DEUS, O NOSSO PAI.
[Alziro Zarur. Jornal do Novo Mandamento]

Planeta de Expiação



(...) Nós nascemos para morrer, ninguém veio a este mundo pra ficar aqui, isto ainda é mundo de satanás, embora transitório. Satanás já está com os dias contados, mas enquanto ele está aí, ele está fazendo estrago. De modo que a vida é muito triste porque os homens não se amam, não se entendem, vivem se assaltando, se matando, se estraçalhando; não há caridade, não há fraternidade real - essa é a verdade. Então isso aqui não é nenhum paraíso, é planeta de expiação, de retificação, de resgate. Se nós estamos nesse mundo é porque não somos anjinhos, senão não estaríamos aqui, porque há muitas moradas na casa de meu Pai. Também estamos nas últimas retificações, nos últimos retoques, porque é o retoque da purificação espiritual, não é como o fotográfico, que pode retocar, tirar uma espinha, tirar uma bomba aqui outra bombinha lá, mas é a retificação espiritual, que nos embeleza, nos tranforma em anjos.


(Alziro Zarur)

                                                   As Três Missões do Cristo - Doutrina do CÉU

O Cristo se manifestará a todos os homens, quando for chegada a hora. ESPIRITO PROTETOR  E GOVERNADOR DA TERRA, CUJA FORMAÇÃO PRESIDIU, ENCARREGADO DO VOSSO PROGRESSO E DE VOS LEVAR A PERFEIÇÃO, ELE RECEBEU DO PAI - NOSSO DEUS E VOSSO DEUS- TRÊS MISSÕES IMPORTANTES. As duas primeiras consistiram em preparar, entre os homens, a realização do progresso físico do vosso planeta; do progresso físico, moral e intelectual da humanidade terrestre e da regeneração humana. A terceira consiste em LEVAR A EFEITO A REALIZAÇÃO TOTAL DAQUELA OBRA CONDUZINDO-VOS À PERFEIÇÃO PROFETIZADA. A promeira missão ele a cumpriu estando pessoalmente entre vós e continuou a cumpri-la no estado de Espírito invisivel aos homens, com o concurso do Espírito Santo, isto é, dos Espíritos Puros, dos Espíritos Superiores e dos Bons Espíritos, os quais - sempre sob a direção  - trabalham na sua Obra. A segunda missão é a Era Nova do Espírito da Verdade, que vem - por intermédio dos messias, isto é, dos enviados especiais e dos missionários, encarnados - conduzir progressivamente as gerações humanas à Verdade, ensinar-lhes todas as coisas e enunciar-lhes AQUELAS QUE HÃO DE VIR. A terceira missão ele a virá cumprir no "fim dos tempos", como ESPÍRITO DA VERDADE TOTAL, trazendo o complemento do Evangelho que é o seu Apocalipse, sem véu. ENTÃO, O CRISTO SE MANIFESTARÁ AOS HOMENS EM TODO O SEU PODER, EM TODA A MAJESTADE DA SUA PUREZA PERFEITA E IMACULADA, CERCADO DOS ESPÍRITOS PUROS, DOS ESPÍRITOS SUPERIORES E DOS BONS ESPÍRITOS QUE VOS TERÃO PREPARADO E LEVADO ÀQUELES TEMPOS, EM QUE SEREIS, DO MESMO PASSO, CAPAZES E DIGNOS DE RECEBER O MESTRE E SUPORTAR TODA A VERDADE SEM VÉU. (...). 
ALZIRO ZARUR


OS DONS DE DEUS - (Espírito da Verdade - Doutrina do CEU - página 47/48 -

                                        ALZIRO ZARUR)

P – Apreciamos muito a referência às mediunidades, ou carismas, com que o Pai distingue tantos de seus filhos na Terra. Não é uma coisa maravilhosa possuir esses dons de Deus?
R – Nem sempre: a maioria dos casos, essas mediunidades, ou carismas são dolorosas provações para Espíritos culpados, como ensina o CEU.
P – Todos podem ser médiuns?
R – Sim, exercitando-se pacientemente, durante um tempo mais ou menos longo, DEPOIS DO ESTUDO DA VERDADEIRA DOUTRINA CRISTÃ.
P – A mediunidade é útil à pessoa que a possui?
R – Sim, e não somente a ela, mas a todos aqueles aos quais os ensinos dos Espíritos Superiores podem inspirar pensamentos salutares e generosos sentimentos.
P – Todos os Espíritos podem comunicar-se?
R – Sim, quando Deus o permite.
P – E por que Deus concede essa permissão aos Espíritos maus?
R – Para servirem de lição aos homens, mostrando-lhes a que triste estado os maus se acham reduzidos no outro mundo; e também para que, por vossas preces e instruções, eles adquiram bons sentimentos e se regenerem.
P – Como podemos saber que um Espírito é bom?
R – Pelas suas comunicações, que não podem deixar de ser moralmente elevadas. Sua linguagem nunca será lisonjeira ou frívola, seja para si próprio, seja para aqueles a quem se dirige.
P – Como devemos tratar os Espíritos maus, atrasados, imperfeitos?
R – Deveis instruí-los, moraliza-los, reeduca-los, orando sempre por eles; quando se apresentam zombeteiros, são mais infelizes.
P – Quais são as principais mediunidades?
R – A tiptológica, a sematológica, a psicográfica, a auditiva, a de vidência, a de sonambulismo, a de materialização, que exigem um preparo espiritual impecável.
P – Como entender bem essas mediunidades?
R – O médium tiptológico recebe as comunicações dos Espíritos provocando pancadas, mais ou menos fortes, nos objetos materiais que os cercam; o médium sematológico recebe manifestações através de sinais combinados com antecedência, como o movimento de móveis em sentido determinado; o psicógrafo – por escrito; o auditivo – ouvindo-lhes a voz; o vidente – vendo seus perispíritos, que tomam a forma que tiveram na vida terrena; o sonâmbulo – prestando-lhe seu corpo, do qual o Espírito se apossa momentaneamente, servindo-se dele como se fosse seu próprio corpo; o de materializações – cedendo os seus fluídos animalizados para que, combinados com os que se encontram no espaço, o Espírito apresente uma forma visível e tangível para todos.
P – Quais são os melhores médiuns?
R – Os que recebem as melhores comunicações.
P – Como devem proceder os médiuns?
R – Não devem esquecer, em momento algum, que sua faculdade – mediunidade ou carisma – lhes pode ser retirada se dela abusarem, seja para satisfação da curiosidade vã, ou para outro qualquer fim, sem utilidade para a instrução, a verdadeira educação e o progresso de todos.
P – Será coisa nova a mediunidade?
R – Ela nasceu com as primeiras criaturas. Foi praticada, sempre, em todos os tempos. Entre os hebreus, por exemplo, o abuso chegou a tal ponto que Moisés proibiu a sua prática.
P – Podeis citar algumas provas da antiguidade dos médiuns?
R – Sócrates afirmava que era inspirado por um Espírito familiar. A Bíblia encerra inúmeros casos, da Gênesis ao Apocalipse. Falaremos de todos eles na explicação das Revelações do Cristo de Deus.